quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Diversidade, sociedade e educação

Estimular e compreender a diversidade presente em nossa sociedade é um grande desafio que se faz presente, principalmente na educação. Nesse contexto, nós educadores, temos a tarefa de mostrar no ambiente escolar as contribuições positivas que os alunos com necessidades especiais podem trazer, envolvendo toda a comunidade escolar e estimulando o debate para a construção de uma escola realmente para todos.


Como recém-formada em Pedagogia com habilitação em gestão, o meu interesse por essa disciplina deriva do fato de tratar-se de um tema desafiador e que sempre esteve presente nas minhas reflexões ainda como graduanda, acerca desse tipo de prática docente e do seu contínuo aperfeiçoamento.

Ao se questionar a educação e a sua aplicabilidade, o papel do docente face às transformações sociais e principalmente, a real necessidade da consciência do educador na sua ação docente, propõe-se a estabelecer mudanças significativas no que diz respeito a conceitos pré-estabelecidos sobre a deficiência que, durante muito tempo, esteve atrelada à simbologia de indivíduos incapazes e sem representação social – tendo seu poder de decisão transferido a outros.

Redefinir um modelo social para a plena aceitação a absorção dos diferentes tipos de deficiência se faz urgente. Muitos grupos considerados minoritários já se engajam para promover essa transformação, que se dará principalmente por intermédio da escola e com a participação do professor e da sociedade. Temos um espaço público real e outro projetado, em implantação, que pode se tornar real, mas para isso, ainda temos longo caminho a percorrer. Para tanto, é necessária a ampliação do debate e a conscientização dos órgãos públicos no sentido de transformar o projeto em reais políticas públicas de inclusão.

Muito freqüentemente, as diferenças entre as pessoas são vistas como um problema. Em relação aos ajustes educacionais, são dificuldades que necessitam ser trabalhadas, melhoradas ou as pessoas envolvidas precisam estar “prontas” (homogeneizados) para se encaixarem em uma determinada situação social. Como podemos transformar, deliberadamente, as diferenças de classes sociais, gêneros, idades, habilidades, raças e interesses distintos em recursos positivos para serem usados na educação?

As diferenças oferecem uma grande oportunidade para o aprendizado, oferecendo recursos livres, abundantes e renováveis. A diversidade, em suas múltiplas formas, é celebrada em instituições de ensino com características inclusivas. As oportunidades de se capitalizar os benefícios da diversidade não devem somente ser focalizadas nos alunos. As diferenças encontradas dentro das equipes de funcionários da escola, no tocante aos seus vários “berços” (as suas origens), características e experiências, devem ser incentivadas, procuradas, evidenciadas e avaliadas. Esses recursos, inerentes à diversidade humana, não devem ser negligenciados.

Essa negligência neste caso pode ser um grande inconveniente, pois vai acabar impactando negativamente no trabalho das pessoas engajadas em promover valores e oportunidades para todos. Para o trabalho ser bem sucedido, as diferenças devem ser reconhecidas como um recurso positivo, pois somente assim estaríamos requerendo a mudança dos paradigmas que ainda estão longe dessa percepção.

Vale lembrar que as percepções que as pessoas constroem de si e dos outros resultam, em grande parte, de um complexo histórico, onde a cultura imprime as suas marcas em cada indivíduo, ditando normas e fixando ideais, de forma que a nossa singularidade acaba por revelar a história acumulada de uma sociedade.

Essas percepções interferem na expectativa que os educadores formam a respeito de alunos com deficiências e podem introjetar-se nos próprios alunos, obstaculizando sua aprendizagem e participação tanto no contexto escolar, como também na sociedade onde está inserido.

É preciso que se promova a ruptura do processo de reprodução das estruturas excludentes que nos cercam e, de certa forma, nos sufocam de preconceitos cristalizados. Para reconhecer e assumir a diversidade há de se redimensionar o olhar, desalojando o instituído. Olhar a diferença no sentido de perceber que ela rotula, marca, discrimina, é tão importante quanto olhar para além da diferença, não permitindo que ela se coloque como poderosa força de exclusão.

Que possamos fazer parte do grupo de pessoas preocupadas em combater a lógica da cultura do preconceito, que desejam a ruptura dos processos de reprodução ideológica, a desconstrução das verdades instituídas e o desafio de lutar por uma sociedade e uma escola melhor para todos.

*Contribuíção da nossa Técnica em Educação Zulma Peixoto.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Reunião com os núcleos da CRE Centro -Considerações e orientações Pedagógicas

Nos dia 11 , 12 e 17 de Novembro a CRE Centro estará reunida com os Coordenadores e vices diretores das Unidades Escolares dos Núcleos da CRE Centro.
Dia 11/11-Núcleos 1 e 2
Dia  12/12 -Núcleos  3 e 4
Dia  17/11 -Núcleos  5,6 e 7

Local: CRE Centro
Manhã e Tarde
1-Participação do Grupo do AYMARÁ , para conversar e orientar sobre a 2ª prova
2-Avaliação de Desempenho
3-Provinha Brasil
4-Prova Brasil
5-Orientações do final do Ano

Repaginando a Educação Infantil -Contribuíção dada pela Coordenadora Pedagógica

“Que eu jamais possa dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, será uma tragédia para o mundo se eu conseguir convencê-la disso”.(AD)

No passado, acreditava-se que a criança só podia entrar na escola aos cinco anos. Hoje se sabe que, quanto mais cedo isto acontecer, melhor. Os três primeiros anos são os mais importantes para o desenvolvimento cerebral. A educação infantil é extremamente importante para o desenvolvimento integral do ser humano. Os estímulos que uma criança recebe nos primeiros anos de vida definem seu sucesso escolar e seu desenvolvimento.O primeiro papel da escola é levar a criança à plena realização de si mesmo.
Ao aprender construindo aprende-se para a vida. Devemos como educadores possibilitar a elaboração de uma identidade múltipla promovendo o respeito às diferenças, à divergência, em direção ao pluralismo ao escutar e à ajuda recíproca. A escola infantil é um comunitário de aprendizes, quando concebemos que as crianças são “aprendizes da comunidade”, na medida que se propõe uma dupla identidade: a “criança de casa” (com saberes construídos) e a “criança aprendiz” (com saberes que serão construídos). A prática didática deve prever o aprendizado cooperativo, o desenvolvimento metacognitivo, a base dialógica, a legitimação das diferenças, as experiências contextualizadas e os papéis alternados.
A criança como sujeito social histórico, estabelece no seu presente, a identidade de portadora e produtora de cultura. Nesse sentido a infância passa a ser considerada como tempo de “Preparação para…”, sonhar, brincar, sorrir, jogar, desenhar, colorir. Com isso, tudo o que a criança tem direito, faz desse período de sua vida um momento em que ela é a protagonista do seu desenvolvimento como sujeito de sua história.
Nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, estão contemplados os Fundamentos Norteadores, que priorizam os Princípios Éticos da Autonomia, da Responsabilidade, da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum; os Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática; os Princípios Estéticos da Sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da diversidade de manifestações artísticas e culturais; assim como as práticas de educação e cuidados, que possibilitam a integração entre os aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivo/lingüísticos e sociais da criança, entendendo que ela é um ser completo, total e indivisível.
Na Declaração Universal dos direitos da Criança proclamados pela ONU, os anos mais importantes para o desenvolvimento da criança são os seis primeiros. Nesses seis anos se forma a estrutura da personalidade e a base da sua afetividade, em torno da imagem que ela faz de si mesmo. Aos seis anos a criança já passou por várias experiências, como o amor ou a rejeição, o carinho ou a violência, o cuidado ou a indiferença, a certeza ou a dúvida, a alegria ou a ansiedade. Para desenvolver-se de maneira saudável e feliz, é preciso que a maior parte das experiências seja positiva.
Qualquer criança tem o direito de ser criança. Infelizmente, o que temos constatado é que elas estão sendo antecipadas a crescer, coagidas a amadurecer e a adotar responsabilidades, que não condizem com a sua faixa etária.
Desrespeitar o direito de ser criança prejudica o seu desenvolvimento emocional.
“É nessa fase da vida que se inicia a construção do ser autônomo, crítico e criativo, sem o que, um país não poderá jamais alcançar o pressuposto tão almejado qual seja de um povo livre e independente, quer política, econômica, intelectual ou cientificamente”.


Amélia Hamze
Profª da FEB/CETEC
FISO, ISEB-Barretos

IV Simpósio Nacional sobre Consciência e o I Simpósio Nacional Infanto Juvenil sobre Consciência

 FAZER AMPLA DIVULGAÇÃO!

Já estão abertas as inscrições para o IV Simpósio Nacional sobre Consciência e o I Simpósio Nacional Infanto-juvenil sobre Consciência.
Os eventos ocorrerão no período de 11 a 13 de dezembro de 2009, no Instituto Anísio Teixeira – IAT.
FAÇA JÁ SUA INSCRIÇÃO!
http://www.simposioconscie/ ncia.com. br

Caminhada pela Paz -Unidade Escolar João XXIII

A  Escola  João XXIII ,está trabalhando com o projeto Viver e Conviver Melhor , para tanto a Equipe Gestora, Professores e alunos , se preparam para uma caminhada pela Paz , no dia 18/11, quarta-feira , pela manhã em um pequeno mas significativo trajeto pelo fim de linha do Engenho Velho de Brotas.

Parabéns  pelo Projeto , pela iniciativa , pois temos que plantar a PAZ em todos os cantos da nossa cidade.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

PROVINHA BRASIL E PROVA BRASIL

Informamos que já se encontram aqui na CRE os cadernos de orientação e de questões

referentes a Provinha Brasil (2ª etapa de 2009 )
A avaliação é destinada aos alunos do 2º ano de escolarização e será distribuída pelas
CRE´S.
O período para realização da avaliação é de 23 á 27 de novembro , ficando a critério da
Unidade Escolar a escolha de uma data contida nesta semana para efetivar a aplicação.
Salientamos que o fato da PROVA BRASIL ( 5º ano e 9º ano ) ser realizado neste mesmo
período não inviabiliza a aplicação da PROVINHA BRASIL (2º ano ) uma vez que trata-se de
públicos alvo diferentes.
Para a aplicação da PROVINHA BRASIL será adotado o mesmo procedimento utilizado na 1ª
etapa de 2009; O professor fará a aplicação e a correção com sua turma.Os resultados
serão lançados (pela própria escola ) no portal da Secult através do link apropriado para
este fim.
Ressaltamos que existe uma pequena reserva do material na CENAP , contudo poderá ocorrer
sobra entre entre as escolas.Desta forma , poderá ser feito um remanejamento entre as
escolas com o apoio da CRE.
A data para divulgação dos resultados no portal será divulgada pela CENAP posteriormente.
*Quem quizer vir pegar na CRE , agradecemos, ´pois como não temos carro todos os dias ,
acho que é mais seguro vcs pegarem.

XXXIV Seminário Regional para País

Vamos Divlgar !!!!
Quem tiver chance, participe!São temas importantes.
Prezados amigos,

Participamos de um movimento que se chama Escola de Pais do Brasil.
É uma Organização da Sociedade Civil que atua na educação de pais em nível nacional, formada por voluntários.
É ecumênica, apartidária e gratuita.

Nossa MISSÃO é:

“Ajudar pais, futuros pais e agentes educadores a formar verdadeiros cidadãos”.

São nossos OBJETIVOS:
Conscientização dos pais quanto à sua responsabilidade na educação dos filhos;
Preparação dos pais para um mundo em constante mudança;
Promover maior aproximação família/escola, na perspectiva de uma educação integral dos filhos;
Transmissão de conhecimentos educativos que favoreçam a formulação de conceitos e a convivência entre pais e filhos.
Estamos promovendo, nos dias 12 e 13 de novembro às 20:00h, o nosso XXXVI Seminário Regional, no auditório do ISBA – Instituto Social da Bahia
(R. Macapá 128 – Ondina)

Observação importante: É G R A T U I T O !!!
Um abraço,
Ana Rosa e Anníbal

PROGRAMA
Pais e Filhos: Prevenir ou Remediar?
12/11 (Quinta-feira)
20:00h – ABERTURA
Casal Presidente - Maria Izabel e José Luiz Imbiriba
20:30h – CONFERÊNCIA
¨Pais e Filhos: Prevenir ou Remediar?” - Dr. Amauri Munguba Cardoso
13/11 (Sexta-feira)
20:00h – PAINEL - “Virtude e felicidade na vida familiar”
Coordenador – Reinaldo Almeida Cezimbra
“Vinculos afetivos: presente e futuro” - Profª. Cinthia Barreto Santos Souza
“Ética, um desafio para pais e educadores” - Profª. Rita de Cássia Costa Moreira
21:45h – ENCERRAMENTO - Manuel Lessa Ribeiro

Obrigada pela contribuíção , Paloma uma das nossas coordenadoras Pedagógicas da CRE Centro







.