sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA



Como fazer Avaliação DiagnósticaInício do ano, turma nova, Escola nova, enfim, como começar o trabalho com os alunos?


Nem pense em iniciar o trabalho pedagógico partindo da premissa do que você ACHA que os alunos já sabem. É preciso investigar, avaliar, levantar o que de fato a turma já sabe e o que ainda ela não sabe.

O instrumento para fazer isso é realizar a Avaliação Diagnóstica, que tem o objetivo de verificar a presença e a ausência dos pré-requisitos de aprendizagem adquiridos, ou não, na série anterior.

Não há um modelo de Avaliação Diagnóstica, cada Professor, conforme sua disciplina e os pré-requisitos que precisam ser trazidos da série anterior, é quem elabora atividades que levantem o que o aluno sabe e o que ele ainda não aprendeu.





1) Quando e porquê realizar a Avaliação diagnóstica:

. Realizada no início do curso, período letivo ou unidade de ensino

. Tem a intenção de constatar se os alunos apresentam ou não domínio dos pré-requisitos necessários (conhecimentos e habilidades) para novas aprendizagens, caracterização de eventuais problemas de aprendizagem e suas possíveis causas (cognitivo)

. Função: diagnosticar

. Serve para identificar alunos apáticos, distraídos, desmotivados (comportamentos)


De posse dos resultados da avaliação diagnóstica será possível o Professor ajudar os alunos das seguintes formas:

. Estimular o relacionamento entre os alunos, através de jogos e atividades dinâmicas

. Criar intervenções pedagógicas específicas que auxiliem o aluno a superar dificuldades

. Criar Rotinas que reforcem o comportamento positivo dos alunos

. Realizar mudanças no ambiente da sala de aula que favoreça o aprendizado

. Adotar novas práticas de ensino que estimulem a participação da turma


2) O QUE AVALIAR: Levantar Pré-Requisitos da série anterior

Muitos Professores sempre mandam email pedindo modelos prontos de avaliação diagnóstica. Creio que isso deve-se ao fato de que, para o Professor, não há a clareza do que ele deve levantar neste tipo de avaliação.

Quando você conhece o que deve diagnosticar, basta você criar atividades pertinentes a sua disciplina, e isso é algo que você já está acostumado a fazer quando elabora as tarefas, as provas, as dinâmicas, os textos, os vídeos, enfim, quando você elabora a sua aula.

Você precisa ter claro que deve verificar os objetivos e metas a serem atingidos na série atual, e levantar quais são os pré-requisitos que o aluno já deve ter adquirido na série anterior.

Por motivos óbvios, não é possível fazer neste artigo, um detalhamento de todos os pré-requisitos para todas as disciplinas e séries, porém a título de ilustração, tomarei como exemplo um aluno que ingressa no 6º. Ano, e que o Professor de Matemática precisa levantar se este aluno traz os pré-requisitos necessários para cursar o 6º. Ano e atingir os objetivos estabelecidos para esta série.

- Situação : O Aluno está matriculado no 6º. Ano (verificar quais são os objetivos desta série no que refere-se à Matemática).

- Levantar quais são os pré-requisitos que esse aluno deve ter , em Matemática, ao chegar no 6º. Ano

- Exemplos de pré-requisitos que o aluno já deve trazer do 5º. Ano em Matemática:

. Operações Fundamentais

- adição, subtração, multiplicação e divisão

- algoritmos das operações fundamentais

- utilização das operações fundamentais como ferramenta para a resolução de problematizações

- cálculo mental


. Frações

- conceito e representações

- leitura e escrita

- comparação de frações

- frações discretas e contínuas

- cálculo de fração de quantidade

- frações equivalentes

- simplificação

- operações com frações

- resolução de problemas envolvendo frações


. Porcentagem e Gráficos:

- conceito de porcentagem a partir das frações decimais

- cálculo de porcentagem através de frações equivalentes

- resolução de problemas envolvendo cálculos de porcentagem

- desenvolvimento de procedimentos e estratégias para coleta de dados e informações em pesquisa de diversas naturezas

- construção de procedimentos de apresentação de dados coletados

- construção, leitura e interpretação de diferentes tipos de representações gráficas (barra, linha, setores)


. Geometria: Medidas, Formas e Construções Geométricas

- conceitos: ponto, linha, superfície, vértice, aresta, ângulo

- linguagem geométrica

- polígonos

- triângulos e quadrilátero

- propriedades dos triângulos

- conceitos: escalas e simetria

- construções geométricas com o auxílio do compasso e do transferidor

- ampliação e redução de figuras

- sólidos geométricos



3) Como Avaliar: Instrumentos de avaliação


Existem diversos recursos e práticas de ensino disponíveis que podem ser utilizados no momento da avaliação diagnóstica. Idealmente, selecione mais de um dos instrumentos abaixo :

. Pré-teste;

. Auto-avaliação;

. Observação;

. Relatório;

. Prova;

. Questionário;

. Acompanhamento;

. Discussão em grupo;

. Estudos de caso (análise de estudos de casos com o objetivo de identificar como o aluno responde à avaliação);

. Fichas de avaliação de problemas (trabalhar com modelos de fichas de avaliação), etc.


A utilização dos instrumentos deve ser adequada ao contexto em que o professor se encontra. Por exemplo, aulas com muitos alunos inviabilizam a avaliação por observação ou acompanhamento, enquanto que disciplinas práticas possibilitam esses instrumentos de avaliação.

Não se surpreenda se, ao analisar os resultados levantados na Avaliação Diagnóstica você tenha de fazer ajustes no Planejamento. Afinal, quando o Planejamento é criado, o aluno ainda não foi avaliado, e portanto, o Planejamento é elaborado com base em um aluno “ideal”, e portanto, é um Planejamento longe da realidade dos alunos, pois o Professor o elabora baseado em suposições e não em dados reais.

O fato é que, quando as aulas começam a situação mostra-se outra: alunos com defasagens de aprendizado, com dificuldades em determinados conteúdos, e sem os pré-requisitos necessários para cursar aquela série.

E antes que você reclame que realizar a Avaliação Diagnóstica é uma “perda” de tempo porque você tem que “dar conta” do Planejamento até o final do ano, já lhe aviso: o objetivo maior que você deve cumprir é criar todas as condições para que todos os alunos adquiram as competências necessárias de aprendizado e não apenas para cumprir o Planejamento.

Por isso mãos à obra: comece o planejamento pela Avaliação Diagnóstica. Já diz o ditado “ Se você falha em não planejar, você com certeza, já planeja falhar”. Aguardo seus comentários no blog.



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

PLANEJAMENTO ANUAL E A INDISCIPLINA DIÁRIA

Queridíssimos e queridíssimas,

Estou retornando de uma meia-férias com sombra, água fresca, relaxamento e claro renite alergica atacada, porque tudo de mais é sobra e como diz minha sogra "a sobra não tem quem queira",kkkkkk!!!!
Bom, como todo retorno é momento de refletir sobre a nossa prática, independente de qual seja, hoje estarei colocando em pauta o planejamento didático do docente do site SOS PROFESSOR. Vamos ler???
Bom retorno pessoal!!!!!!!!!!!!!!



O PLANEJAMENTO ANUAL E A INDISCIPLINA DIÁRIA

O ano começa e com ele novas expectativas de maiores realizações pessoais. O trabalho pedagógico também deve renovar-se e alcançar novos resultados. O instrumento que norteia todo o processo educativo é o Planejamento Escolar.


Entretanto, os bimestres passam e a mudança nos alunos em termos de caráter, amadurecimento, relacionamentos, são muito poucas. A indisciplina é a mesma, falta motivação, interesse e comprometimento.

Mas, o que acontece realmente que faz com que no final do ano, o sentimento de expectativa inicial tenha se transformado em frustração, e constatação de que o planejamento não `funcionou`.

A grande questão que faz com que boa parte dos planejamentos falhem, é que eles são muito centralizados em conteúdos, estratégias de ensino, dar conta do livro didático, avaliações, e por esta razão abrangem apenas 50% do processo de educar, pois ignoram outras questões fundamentais que precisam ser trazidas em pauta e que extrapolam a sala de aula.


Planejamento Escolar não é uma perda de tempo, também não é um documento que é feito uma vez por ano e guardado em uma gaveta, não é algo imutável que não deva ser ajustado ao longo do caminho, e também não é simplesmente copiar e colar os conteúdos do livro didático apenas distribuindo-os ao longo dos bimestres.

Planejamos para alcançar algo, para criarmos alguma coisa, para atingirmos um objetivo.

É preciso um novo modelo de planejamento pedagógico, que priorize o desenvolvimento da pessoa, e não apenas do aluno. Desenvolver uma pessoa vai muito além dos livros didáticos, das provas, avaliações e lições de casa.

Aqui está o esboço de um Plano de Ação com dez itens para serem considerados no seu próximo planejamento:

RESULTADOS DO ANO ANTERIOR: analise os resultados do que deu certo e errado no ano anterior (levantamento de números e causas)

QUALIDADE DO APRENDIZADO: crie um sistema de avaliação que priorize a qualidade de aprendizado e não apenas a quantidade de conteúdo memorizado

FAZER DIFERENTE: Levante novas estratégias pedagógicas, adequadas aos modelos de aprendizagem dos seus alunos

GERENCIAMENTO SALA DE AULA: crie procedimentos para o gerenciamento e gestão de sala de aula

RESOLUÇÃO DE CONFLITOS: crie um sistema de resolução de conflitos (aluno x aluno) , (aluno x professor), (professor x pais)

RELACIONAMENTO COM A FAMILIA: crie estratégias para encantar e se relacionar com as famílias dos alunos

PARTICIPAÇÃO DA FAMILIA: Crie estratégias e atividades para a participação da família no ambiente escolar e fora dele

HABILIDADES E NECESSIDADES: Levante pontos fortes e fracos dos alunos , trace objetivos, crie intervenções e monitore semanalmente

PORTFOLIO INDIVIDUAL: Levante os modelos de aprendizagem dos seus alunos e trabalhe as inteligências

PORTFOLIO DO PROFESSOR: Levante os seus pontos fortes e fracos e trace um plano para sua mudança pessoal com metas, estratégias e tarefas a realizar.

Esses 10 itens compõem a parte dinâmica e viva do Planejamento Escolar, o verdadeiro Plano de Ação que conduzirá os alunos a um novo patamar de aprendizado não apenas pedagógico, mas de vida, de auto estima, de relacionamento , de valores, de novas e maiores possibilidades.

Agora você já tem o esboço do grande Plano de Ação para começar o ano. Afinal, um ano só pode ser chamado de novo, se novas coisas forem feitas. Lembre-se, os resultados sempre são proporcionais ao esforço que fazemos. Você é a peça fundamental do Planejamento Escolar, com você ele ganhará vida, e o seu aluno conquistará asas.

Lembre-se: mudar o comportamento dos alunos, começa com um Planejamento Escolar que contemple esses 10 ítens.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Municipal Clemilda Andrade comemora Dia da Consciência Negra com belíssimo projeto

Meus queridos blogueiros,
Abaixo está o registro de uma visita da nossa coordenadora pedagógica, Ruth da Hora na unidade escolar Clemilda Andrade.



No dia 22/11 aconteceu na Escola Municipal Clemilda Andrade, a noite, a culminância do Projeto: Passarela estrelas negras. Houveram várias representações dos artistas pelos alunos, além de desfile e apresentação de palco.

Toda a plateia formada por alunos do EJA e demais convidados acompanharam as canções tão bem representadas pelos alunos. 
 Todos os apresentadores vestidos a caráter com muita criatividade e satisfação. Os cantores representados foram: Margareth Menezes, Gilberto Gil, Sandra de Sá, Tatau, Alcione, Bob Marley, As frenéticas, Mariene, Raça negra. Os alunos cantaram as músicas marcantes de cada um deles. Encerrou- se o festival com a música Pérola negra de Daniela Mercury.

Sem dúvida foi um projeto que fortaleceu a auto estima, desenvolveu talentos nos alunos do EJA da Clemilda Andrade, além de ratificar a participação do negro na sociedade.


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

CRE CENTRO celebra 9º e último encontro do ano letivo de 2012 do Programa Pacto Pela Educação




Emoções, celebração, abraços, afeto e sensação de dever cumprido marcaram o último encontro de formação do programa Pacto Pela Educação CRE Centro no ano letivo de 2012 em 28 e 29 de novembro. Foi uma longa jornada de trabalho, pautada no movimento ação-reflexão-ação. Com muito comprometimento e desejo de que tudo desse certo. Temos certeza que a equipe CRE Centro englobando aí todos os (as) coordenadores (as) e professoras das turmas de 1º ano que compõe esta CRE, fizeram o melhor dentro de suas possibilidades para que a proposta fluísse. E o saldo é positivo! Comemoramos e vibramos juntos com os avanços significativos em nossas turmas através da Proposta para Alfabetizar Letrando.


Recebemos a visita de nossos coordenadores gerais, Christiane Navarro e Reginaldo Reis que validaram todo o esforço empreendido neste desafio e agradeceram a participação de todos os envolvidos neste projeto.

Nossa querida gestora Josilma que carinhosamente cedeu o espaço da U.E durante todo o ano também marcou presença e foi homenageada em agradecimento pelo grupo.


Fechamos este ciclo com vontade de iniciar outro em 2013 ainda mais fortalecidos através da experiência adquirida e a esperança viva de ver todas as crianças alfabetizadas até os 8 anos de idade. Esta é a meta, mas acima de tudo é desejo de cada educador (a) que tanto esforço empreende diariamente na busca pela educação TRANSformadora em nossas escolas.


Nós formadores, Só temos a agradecer o carinho, atenção e respeito que vocês queridas (os) colegas que pertenceram a esta equipe boa de trabalho nos dispensaram no decorrer do curso. Vocês imprimiram firmeza no aperto de mão deste Pacto.

Desejamos um Natal de paz, união, descanso junto aos seus e em 2013 novos desafios.



Estaremos juntos, se Deus quiser.

Nosso muito obrigado e um abraço forte em todas (os) vocês.

Alex Palma e Neilton Sena



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012