segunda-feira, 29 de março de 2010
A nossa CRE é chique bem !!!!! Ginastica Ritmica na Unidade Escolar Nossa Srª dos Anjos
A Ginástica Rítmica também conhecida como GRD - Ginástica Rítmica Desportiva, é uma atividade desportiva de infinitas possibilidades de movimentos corporais, que combina elementos de ballet, ginástica e dança teatral, realizados fluentemente em harmonia com a música e coordenados com o manejo dos aparelhos próprios desta modalidade olímpica, que são a corda, o arco, a bola, as maças e a fita. Praticada apenas por mulheres em nível de competição, pode ser iniciada em média aos seis anos e não há idade limite para finalizar a prática deste desporto, onde encontramos competições individuais ou em conjunto (cinco ginastas ao mesmo tempo).
A Ginástica Rítmica desenvolve graça e beleza em movimentos criativos que são traduzidos através de expressões pessoais e possui uma forma artística que proporciona prazer e satisfação estética aos que a assistem. As exigências de rendimento são altas desde as categorias menores e há um elevado grau de exatidão na realização de elementos complexos, o que obriga a ginasta a treinamentos intensos e diários.
Origem
Símbolo oficialA Ginástica Rítmica começou como variação da Ginástica Artística. Durante a II Guerra Mundial, houve um período conhecido como Bloqueio Ginástico, devido à proibição alemã da prática do esporte. Justamente após este período, começaram a surgir na Europa os primeiros esboços da Ginástica Rítmica em si, como um modo de aliar ritmo e expressividade aos movimentos da Ginástica tradicional. Na década de 1930, o músico e professor de Educação Física Heinrich Medau introduziu a bola, o arco e as maças no esporte enfatizando seu uso e a interação dos aparelhos com o corpo. Na tentativa de suavizar os movimentos bruscos e suntuosos praticados pelos homens na Ginástica Artística, aos poucos foi-se introduzindo música e novos aparelhos para exaltar a feminilidade das ginastas. Nesta época, vários países inovavam os exercícios tradicionais da Ginástica Artística de acordo com seus costumes e folclore.
Em 1946 surgiu na antiga União Soviética o termo "rítmica" e é realizado no país uma competição. No mesmo ano, o esporte atrela-se a Ginástica Artística durante as Olimpíadas de Londres onde cada país que tivesse uma equipe artística teria que a participar de duas provas rítmicas de conjunto. Nos Jogos Olímpicos seguintes, em Helsinque, em 1950, trocou-se o conjunto por provas com arco. Nesse mesmo ano foi fundada, em Frankfurt, a Liga Internacional de Ginástica Moderna (LIGIM) para divulgar o esporte. Em 1961, vários países do Leste Europeu organizaram o primeiro campeonato internacional da modalidade, mas somente a partir de 1963 os campeonatos internacionais começaram a ser promovidos sob a jurisdição da FIG.
A partir de 1975, através de decisão tomada em Assembléia Técnica do 53º Congresso da FIG, passou a ser chamada oficialmente de Ginástica Rítmica Desportiva. Em 1980, o esporte foi reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional integrando os Jogos de Moscou daquele ano como esporte de apresentação e deixando de ser um desporto, então mudou-se o nome para Ginástica Rítmica apenas. Na Olimpíada seguinte, em 1984, em Los Angeles, o esporte passou a valer medalhas com competições individuais. A partir dos Jogos de Atlanta, em 1996, a GR passou a ser disputada em provas de conjunto.
No Brasil
No Brasil, a atual Ginástica Rítmica, teve várias denominações diferentes, primeiramente denominada de Ginástica Moderna, Ginástica Rítmica Moderna, e sendo praticada essencialmente por mulheres, passou a ser chamada de Ginástica Feminina Moderna. E a seguir, por decisão da Federação Internacional de Ginástica, passou a denominação de Ginástica Rítmica Desportiva, e hoje, finalmente Ginástica Rítmica.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Os caminhos para a formação de professores-Função do Coordenador Pedagógico
Formar os professores é a principal função do coordenador pedagógico. Veja as melhores estratégias para cumprir essa missão
Dentro da escola, a função de coordenador pedagógico nem sempre é bem delimitada. Muitos acham que o profissional que exerce o cargo é um auxiliar do diretor para as questões burocráticas. Outros acreditam que cabe a ele resolver os problemas disciplinares dos alunos. E o pedagógico que está na denominação do cargo quase sempre é esquecido. Porém é essa palavra que define a tarefa do coordenador: fazer com que os professores se aprimorem na prática de sala de aula para que os alunos aprendam sempre. Para isso, ele só tem um caminho: realizar a formação continuada dos docentes da escola.
Mais sobre coordenação pedagógica
Vídeo
• Acompanhe uma aula da formadora Telma Weisz em um curso para coordenadores em São Paulo
Reportagens
• Hora-atividade é para melhorar a formação
• A origem do sucesso (e do fracasso) escolar
• O papel do professor na formação continuada
• Aprender sempre para ensinar mais
• Estudar faz bem a sua carreira
• Aprender sempre
• Oito desafios da formação de professores
• Divórcio entre formação e prática
Tudo sobre
• Produção de texto
A confusão sobre as tarefas do coordenador – em muitas redes também chamado de orientador ou supervisor pedagógico – está relacionada a concepções diferentes sobre a maneira como ele se torna um bom profissional. Há quem acredite que ensinar é uma vocação e, por isso, o “dom” nasceria com a pessoa. Outros afirmam que ele aprende por tentativa e erro, acumulando experiências de sala de aula. E ainda existem os que defendem que o domínio do “como ensinar” vem da mera reprodução de roteiros prontos de aulas e de atividades. A necessidade de haver formação continuada só surge quando o professor é visto como um profissional que deve sempre aperfeiçoar sua prática ao fazer um trabalho de reflexão sobre ela e tem contato com o conhecimento didático. É aí que surge o papel de formador do coordenador pedagógico, que se torna imprescindível para orientar esse processo.
Para bem cumprir a função, ele deve estar sempre atualizado (o que significa estudar muito) com as didáticas específicas – compostas dos saberes sobre os conteúdos, da forma de ensinar cada um deles e da maneira como as crianças aprendem. As pesquisas sobre elas costumam ser divulgadas em seminários, livros, internet e em diversas reportagens publicadas pela revista NOVA ESCOLA. É com esse conhecimento que o coordenador pedagógico planeja os encontros de formação. Nele, ele tem dois principais caminhos a percorrer: o da dupla conceitualização e o da tematização da prática. Ambos você conhecerá em detalhes nesta reportagem.
Dupla conceitualização
É a estratégia que permite dois aprendizados simultâneos: sobre o objeto de ensino e sobre as condições didáticas para ensiná-lo.
Essa estratégia surgiu dentro da didática da Matemática e os programas de formação mais atualizados estão fundamentalmente apoiados nesse tipo de intervenção. Ela recebe esse nome por permitir que, durante a formação, ocorram paralelamente dois aprendizados: sobre o objeto de ensino e sobre as condições didáticas necessárias para que os alunos se apropriem dos conteúdos, conforme explica a educadora argentina Delia Lerner no livro Ler e Escrever na Escola: o Real, o Possível e o Necessário. Outras áreas também começaram a usá-la, com destaque para Leitura e Escrita, na década de 1990.
A dupla conceitualização envolve duas etapas principais. Na primeira, o coordenador propõe uma atividade desafiadora para os professores. O objetivo é fazer com que eles vivenciem a situação de aprendizagem e identifiquem os conhecimentos que estão em jogo para ensinar determinado conteúdo. Se o tema da formação é o desenvolvimento da competência escritora, é possível propor ao grupo a produção de um texto e, durante o processo, fazer as intervenções necessárias usando os procedimentos envolvidos na construção textual, como o planejamento e a revisão. “Durante essa fase, o formador pode reconceitualizar os conteúdos, tornando observável o que os professores têm de ensinar. No caso da escrita, as intervenções devem mostrar que o conteúdo em jogo não é uma fórmula para ensinar e produzir os diferentes gêneros, mas a construção de competências leitoras e escritoras no aluno”, explica Paula Stella, coordenadora do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac), em São Paulo.
Na segunda etapa, o formador mostra como ensinar. Com base na atividade feita pelo grupo, ele promove uma discussão sobre as condições proporcionadas para realizá-la, a maneira como foi feito o planejamento, as intervenções do coordenador e o motivo de elas terem sido usadas – e levanta hipóteses sobre como ensinar determinado conteúdo. No fim, os professores devem ser capazes de planejar um plano de aula ou uma sequência didática para os alunos dentro da perspectiva estudada. “Apesar de serem mais difundidas na Matemática e na Leitura e Escrita, as situações de dupla conceitualização podem ser adaptadas à reflexão sobre o ensino de qualquer disciplina desde que sejam garantidas as duas etapas: a reconceitualização do conteúdo e o modo de ensiná-lo”, afirma Regina Scarpa, coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita.
Há alguns anos, Neurilene Ribeiro, formadora do Instituto Chapada de Educação, utiliza essa prática com sucesso durante os cursos de formação de professores e coordenadores pedagógicos que realiza em 30 municípios baianos: “Uso essa estratégia quando percebo que os professores desconhecem os conteúdos ou têm uma visão equivocada sobre eles”. Foi o que ela fez ao constatar que os professores do Ensino Fundamental tinham dificuldade em desenvolver procedimentos de estudo e, consequentemente, não sabiam como ensinar os alunos a estudar e a interpretar textos longos e complexos. Ela resolveu realizar uma situação de dupla conceitualização para que os docentes também aprendessem a fazer resumos, uma das maneiras mais eficientes de estudar (leia o depoimento de Neurilene abaixo).
Aprender e ensinar
“Em um curso de formação, incluí uma situação de dupla conceitualização para que os professores aprendessem a resumir e, com isso, pudessem ensinar os alunos como estudar. Levantei as dúvidas e selecionei vários textos sobre como ensinar a ler para estudar, que serviram como referenciais teóricos sobre o objeto de ensino, ao mesmo tempo em que era preciso interpretá-los e resumi-los. Previ a organização do grupo em duplas, momentos de leitura e de tomada de notas, discussão sobre as abordagens de cada autor e a escrita de resumos, que seriam lidos pelos colegas. Na segunda etapa, analisamos os procedimentos usados e as intervenções feitas por mim que tinham ajudado na execução da atividade.
Eles conseguiram identificar algumas, e outras eu precisei explicitar. Com base no que tínhamos discutido, elaboramos uma sequência didática para ensinar os alunos a estudar.”
Neurilene Ribeiro, formadora do Instituto Chapada de Educação, de Salvador
Tematização da prática
“Tematizar significa retirar algo do cotidiano, fazer um recorte da realidade, para, então, transformá-lo em objeto de reflexão. É teorizar”, explica Telma Weisz, professora, pesquisadora e uma das pioneiras na introdução dessa estratégia no Brasil.
Antes de tematizar sobre a prática, é preciso capturá-la na forma de relatos e registros. Na primeira categoria, estão as escritas profissionais, como os relatórios e os diários de classe elaborados pelos professores. É importante ter clareza de que os relatos são sempre uma impressão da realidade, condicionada pelos saberes prévios de quem os produziu. Com base neles, é possível ter acesso às concepções dos professores. Já os registros são a documentação da prática que não passa pelo filtro ou pela interpretação de um relator. Aí estão as gravações feitas em vídeo ou áudio de uma aula e a observação em sala feita pelo coordenador pedagógico. Por não passarem por interpretação, eles permitem saber o que de fato ocorreu durante a interação entre aluno e professor. Por fim, essa ferramenta também pode ser usada tendo como base o planejamento de projetos didáticos e institucionais, sequências didáticas, planos de aula, rotina, portfólios dos alunos e até o projeto pedagógico – documentos que, ao serem elaborados em parceria entre professores e formadores, possibilitam a tematização em tempo real.
Para que ela aconteça de forma satisfatória, algumas condições básicas precisam existir. Devem ser usadas boas práticas como modelos para análise e discussão. Eles podem ser conseguidos dentro da própria escola ou trazidos de fora. Caso o professor que terá seus registros estudados seja da equipe, ele deverá aceitar os objetivos didáticos da tematização, estar consciente dos ganhos que terá no processo e concordar em socializar seus escritos com os colegas. Esse planejamento é fundamental para que a estratégia não se torne um julgamento da prática sem resultados formativos. “Não adianta registrar uma situação inadequada para dizer aos professores o que não funciona. É preciso ser afirmativo. O ideal são situações das quais seja possível extrair a teoria previamente estudada e os procedimentos aplicáveis a outras situações da mesma natureza”, ensina Regina Scarpa. É papel do coordenador trazer as referências teóricas necessárias para embasar a análise durante a formação.
Maria Ivone Domingues, coordenadora pedagógica da Escola da Vila, em São Paulo, faz a formação continuada para os professores especialistas do segundo ciclo do Ensino Fundamental: “Como eles já dominam bem os conteúdos das respectivas áreas, é imprescindível que eu estude as didáticas específicas de cada disciplina para ajudá-los a melhorar a maneira de ensinar”.
Em uma atividade de Geometria para o 9º ano, Ivone usou os relatórios dos professores para fazer a tematização da prática. “Notei, durante os encontros de formação, que muitos tinham dificuldade em fazer intervenções quando a turma estava trabalhando com a resolução de problemas que exigiam dedução e muitos simplesmente nada faziam”, conta ela (leia mais no depoimento abaixo).
“Usei os relatórios das aulas de Geometria para discutir com os professores como intervir quando os alunos estão trabalhando com processos dedutivos. Primeiro, montamos uma sequência didática que levasse as turmas do 9º ano a chegar a alguns conceitos. Nela estavam previstos os agrupamentos que seriam feitos e os conhecimentos que os alunos precisariam ter. Li muito sobre processos dedutivos antes de analisar os relatórios dos professores, que revelavam a atuação deles e os momentos em que tinham dificuldade de intervir. Verificamos que os alunos percebiam que os ângulos inscritos em uma semicircunferência eram retos, mas eles não sabiam explicar o porquê. Concluímos, então, que aqueles eram os momentos certos para a interferência: quando eles demonstrassem precisar
de mais informações para progredir.”
De todos os tipos de registro, a gravação em vídeo é considerada a que tem o maior potencial formativo. “Ela permite que a prática seja analisada como ela realmente acontece, sem o viés interpretativo ao qual os relatórios estão sujeitos”, afirma Paula Stella, do Cedac. Helena Cristina Ruiz, coordenadora pedagógica da EMEI Professora Maria Alice Pasquarelli, em São José dos Campos, a 100 quilômetros de São Paulo, usa com frequência o vídeo para fazer a formação continuada das professoras de sua escola, que ocorre duas vezes por semana, em encontros de duas horas e meia. No começo do ano, ela planeja com toda a equipe a rotina para a creche e a pré-escola. Está prevista a realização de várias rodas de leitura, brincadeiras no parque e cantos de atividades diversificadas. “Por meio da observação da sala de aula, percebi que o que propusemos inicialmente não estava funcionando na maioria das salas. O problema estava na gestão do tempo e do espaço durante os ‘cantinhos’: algumas professoras ultrapassavam o tempo estipulado – fazendo com que a maioria das crianças ficasse cansada – ou tentavam ensinar conteúdos em um momento que deve ser de livre escolha”, relata Leninha, como é conhecida na escola. Os cantinhos são organizados com jogos, livros e brinquedos e têm como objetivo estimular a autonomia dos pequenos, que devem escolher onde querem ficar.
Depois de identificar onde estava o entrave, a coordenadora pedagógica foi atrás de um bom modelo. Encontrou-o dentro da própria equipe e decidiu que seria com ele que faria a tematização da prática. “Uma das professoras era muito organizada e criativa nas propostas, sabia como encaminhar as atividades e gerir a sala de uma maneira eficiente e concordou em compartilhar a experiência com as colegas. Juntas, fizemos um planejamento combinando que gravaríamos diferentes propostas, já prevendo as possíveis intervenções que seriam feitas. Gravei meia hora só com as atividades diversificadas que ela fazia com os pequenos”, conta Leninha (leia o depoimento dela abaixo).
Bons modelos
“O vídeo foi importante para discutir com as professoras como trabalhar com os cantos temáticos. Gravei as intervenções de uma delas, que tinha um bom procedimento, para ser a base da discussão. Durante a exibição, refletimos sobre como foram feitas a organização da sala e a seleção dos materiais e a maneira de receber as crianças. Pudemos também analisar o papel das intervenções da professora. Discutimos as condições criadas para que os alunos encerrassem as atividades na hora prevista e guardassem os materiais – muitas professoras que estavam em formação tinham dificuldade nessa finalização. A observação do registro em vídeo foi útil para o grupo ter contato com um bom modelo de organização dos cantos. Outra grande lição foi que as educadoras precisavam controlar a ansiedade para não dirigir todas as situações, já que esse tipo de atividade tem como foco a autonomia das crianças.”
Helena Cristina Ruiz, coordenadora pedagógica da EMEI Professora Maria Alice Pasquarelli, de São José dos Campos (SP)
No fim: a aprendizagem
Os dois caminhos trilhados – a dupla conceitualização e a tematização da prática – se encontram no fim. Bem trilhados, levam à aprendizagem dos alunos. Ao reconhecer que os professores podem (e devem) construir continuadamante a reflexão sobre a prática e de que a base dos processos formativos são os conhecimentos didáticos que decorrem desse processo, o coordenador é capaz de fazer uso das estratégias de maneira a produzir uma escola dinâmica, independente e capaz de se adaptar constantemente às mudanças e exigências dos processos de ensino e aprendizagem.
Ser formador é oferecer a teoria e as condições para aprimorar a prática. É reunir opiniões e concepções da equipe em torno de um projeto pedagógico. É fazer com que os professores consigam ver além dos hábitos e conceitos adquiridos com a experiência e a formação inicial, por meio da sistematização do que ocorre em sala de aula. “Ao se tornar um formador, dominando as estratégias e o conhecimento didático, o coordenador assume sua responsabilidade e seu papel decisivo para a aprendizagem dos alunos”, finaliza Regina Scarpa.
Reportagem retirada da revista Nova Escola
Contribuíção da nossa Coordenadora Pedagógica Ruth Nery
Dentro da escola, a função de coordenador pedagógico nem sempre é bem delimitada. Muitos acham que o profissional que exerce o cargo é um auxiliar do diretor para as questões burocráticas. Outros acreditam que cabe a ele resolver os problemas disciplinares dos alunos. E o pedagógico que está na denominação do cargo quase sempre é esquecido. Porém é essa palavra que define a tarefa do coordenador: fazer com que os professores se aprimorem na prática de sala de aula para que os alunos aprendam sempre. Para isso, ele só tem um caminho: realizar a formação continuada dos docentes da escola.
Mais sobre coordenação pedagógica
Vídeo
• Acompanhe uma aula da formadora Telma Weisz em um curso para coordenadores em São Paulo
Reportagens
• Hora-atividade é para melhorar a formação
• A origem do sucesso (e do fracasso) escolar
• O papel do professor na formação continuada
• Aprender sempre para ensinar mais
• Estudar faz bem a sua carreira
• Aprender sempre
• Oito desafios da formação de professores
• Divórcio entre formação e prática
Tudo sobre
• Produção de texto
A confusão sobre as tarefas do coordenador – em muitas redes também chamado de orientador ou supervisor pedagógico – está relacionada a concepções diferentes sobre a maneira como ele se torna um bom profissional. Há quem acredite que ensinar é uma vocação e, por isso, o “dom” nasceria com a pessoa. Outros afirmam que ele aprende por tentativa e erro, acumulando experiências de sala de aula. E ainda existem os que defendem que o domínio do “como ensinar” vem da mera reprodução de roteiros prontos de aulas e de atividades. A necessidade de haver formação continuada só surge quando o professor é visto como um profissional que deve sempre aperfeiçoar sua prática ao fazer um trabalho de reflexão sobre ela e tem contato com o conhecimento didático. É aí que surge o papel de formador do coordenador pedagógico, que se torna imprescindível para orientar esse processo.
Para bem cumprir a função, ele deve estar sempre atualizado (o que significa estudar muito) com as didáticas específicas – compostas dos saberes sobre os conteúdos, da forma de ensinar cada um deles e da maneira como as crianças aprendem. As pesquisas sobre elas costumam ser divulgadas em seminários, livros, internet e em diversas reportagens publicadas pela revista NOVA ESCOLA. É com esse conhecimento que o coordenador pedagógico planeja os encontros de formação. Nele, ele tem dois principais caminhos a percorrer: o da dupla conceitualização e o da tematização da prática. Ambos você conhecerá em detalhes nesta reportagem.
Dupla conceitualização
É a estratégia que permite dois aprendizados simultâneos: sobre o objeto de ensino e sobre as condições didáticas para ensiná-lo.
Essa estratégia surgiu dentro da didática da Matemática e os programas de formação mais atualizados estão fundamentalmente apoiados nesse tipo de intervenção. Ela recebe esse nome por permitir que, durante a formação, ocorram paralelamente dois aprendizados: sobre o objeto de ensino e sobre as condições didáticas necessárias para que os alunos se apropriem dos conteúdos, conforme explica a educadora argentina Delia Lerner no livro Ler e Escrever na Escola: o Real, o Possível e o Necessário. Outras áreas também começaram a usá-la, com destaque para Leitura e Escrita, na década de 1990.
A dupla conceitualização envolve duas etapas principais. Na primeira, o coordenador propõe uma atividade desafiadora para os professores. O objetivo é fazer com que eles vivenciem a situação de aprendizagem e identifiquem os conhecimentos que estão em jogo para ensinar determinado conteúdo. Se o tema da formação é o desenvolvimento da competência escritora, é possível propor ao grupo a produção de um texto e, durante o processo, fazer as intervenções necessárias usando os procedimentos envolvidos na construção textual, como o planejamento e a revisão. “Durante essa fase, o formador pode reconceitualizar os conteúdos, tornando observável o que os professores têm de ensinar. No caso da escrita, as intervenções devem mostrar que o conteúdo em jogo não é uma fórmula para ensinar e produzir os diferentes gêneros, mas a construção de competências leitoras e escritoras no aluno”, explica Paula Stella, coordenadora do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac), em São Paulo.
Na segunda etapa, o formador mostra como ensinar. Com base na atividade feita pelo grupo, ele promove uma discussão sobre as condições proporcionadas para realizá-la, a maneira como foi feito o planejamento, as intervenções do coordenador e o motivo de elas terem sido usadas – e levanta hipóteses sobre como ensinar determinado conteúdo. No fim, os professores devem ser capazes de planejar um plano de aula ou uma sequência didática para os alunos dentro da perspectiva estudada. “Apesar de serem mais difundidas na Matemática e na Leitura e Escrita, as situações de dupla conceitualização podem ser adaptadas à reflexão sobre o ensino de qualquer disciplina desde que sejam garantidas as duas etapas: a reconceitualização do conteúdo e o modo de ensiná-lo”, afirma Regina Scarpa, coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita.
Há alguns anos, Neurilene Ribeiro, formadora do Instituto Chapada de Educação, utiliza essa prática com sucesso durante os cursos de formação de professores e coordenadores pedagógicos que realiza em 30 municípios baianos: “Uso essa estratégia quando percebo que os professores desconhecem os conteúdos ou têm uma visão equivocada sobre eles”. Foi o que ela fez ao constatar que os professores do Ensino Fundamental tinham dificuldade em desenvolver procedimentos de estudo e, consequentemente, não sabiam como ensinar os alunos a estudar e a interpretar textos longos e complexos. Ela resolveu realizar uma situação de dupla conceitualização para que os docentes também aprendessem a fazer resumos, uma das maneiras mais eficientes de estudar (leia o depoimento de Neurilene abaixo).
Aprender e ensinar
“Em um curso de formação, incluí uma situação de dupla conceitualização para que os professores aprendessem a resumir e, com isso, pudessem ensinar os alunos como estudar. Levantei as dúvidas e selecionei vários textos sobre como ensinar a ler para estudar, que serviram como referenciais teóricos sobre o objeto de ensino, ao mesmo tempo em que era preciso interpretá-los e resumi-los. Previ a organização do grupo em duplas, momentos de leitura e de tomada de notas, discussão sobre as abordagens de cada autor e a escrita de resumos, que seriam lidos pelos colegas. Na segunda etapa, analisamos os procedimentos usados e as intervenções feitas por mim que tinham ajudado na execução da atividade.
Eles conseguiram identificar algumas, e outras eu precisei explicitar. Com base no que tínhamos discutido, elaboramos uma sequência didática para ensinar os alunos a estudar.”
Neurilene Ribeiro, formadora do Instituto Chapada de Educação, de Salvador
Tematização da prática
“Tematizar significa retirar algo do cotidiano, fazer um recorte da realidade, para, então, transformá-lo em objeto de reflexão. É teorizar”, explica Telma Weisz, professora, pesquisadora e uma das pioneiras na introdução dessa estratégia no Brasil.
Antes de tematizar sobre a prática, é preciso capturá-la na forma de relatos e registros. Na primeira categoria, estão as escritas profissionais, como os relatórios e os diários de classe elaborados pelos professores. É importante ter clareza de que os relatos são sempre uma impressão da realidade, condicionada pelos saberes prévios de quem os produziu. Com base neles, é possível ter acesso às concepções dos professores. Já os registros são a documentação da prática que não passa pelo filtro ou pela interpretação de um relator. Aí estão as gravações feitas em vídeo ou áudio de uma aula e a observação em sala feita pelo coordenador pedagógico. Por não passarem por interpretação, eles permitem saber o que de fato ocorreu durante a interação entre aluno e professor. Por fim, essa ferramenta também pode ser usada tendo como base o planejamento de projetos didáticos e institucionais, sequências didáticas, planos de aula, rotina, portfólios dos alunos e até o projeto pedagógico – documentos que, ao serem elaborados em parceria entre professores e formadores, possibilitam a tematização em tempo real.
Para que ela aconteça de forma satisfatória, algumas condições básicas precisam existir. Devem ser usadas boas práticas como modelos para análise e discussão. Eles podem ser conseguidos dentro da própria escola ou trazidos de fora. Caso o professor que terá seus registros estudados seja da equipe, ele deverá aceitar os objetivos didáticos da tematização, estar consciente dos ganhos que terá no processo e concordar em socializar seus escritos com os colegas. Esse planejamento é fundamental para que a estratégia não se torne um julgamento da prática sem resultados formativos. “Não adianta registrar uma situação inadequada para dizer aos professores o que não funciona. É preciso ser afirmativo. O ideal são situações das quais seja possível extrair a teoria previamente estudada e os procedimentos aplicáveis a outras situações da mesma natureza”, ensina Regina Scarpa. É papel do coordenador trazer as referências teóricas necessárias para embasar a análise durante a formação.
Maria Ivone Domingues, coordenadora pedagógica da Escola da Vila, em São Paulo, faz a formação continuada para os professores especialistas do segundo ciclo do Ensino Fundamental: “Como eles já dominam bem os conteúdos das respectivas áreas, é imprescindível que eu estude as didáticas específicas de cada disciplina para ajudá-los a melhorar a maneira de ensinar”.
Em uma atividade de Geometria para o 9º ano, Ivone usou os relatórios dos professores para fazer a tematização da prática. “Notei, durante os encontros de formação, que muitos tinham dificuldade em fazer intervenções quando a turma estava trabalhando com a resolução de problemas que exigiam dedução e muitos simplesmente nada faziam”, conta ela (leia mais no depoimento abaixo).
“Usei os relatórios das aulas de Geometria para discutir com os professores como intervir quando os alunos estão trabalhando com processos dedutivos. Primeiro, montamos uma sequência didática que levasse as turmas do 9º ano a chegar a alguns conceitos. Nela estavam previstos os agrupamentos que seriam feitos e os conhecimentos que os alunos precisariam ter. Li muito sobre processos dedutivos antes de analisar os relatórios dos professores, que revelavam a atuação deles e os momentos em que tinham dificuldade de intervir. Verificamos que os alunos percebiam que os ângulos inscritos em uma semicircunferência eram retos, mas eles não sabiam explicar o porquê. Concluímos, então, que aqueles eram os momentos certos para a interferência: quando eles demonstrassem precisar
de mais informações para progredir.”
De todos os tipos de registro, a gravação em vídeo é considerada a que tem o maior potencial formativo. “Ela permite que a prática seja analisada como ela realmente acontece, sem o viés interpretativo ao qual os relatórios estão sujeitos”, afirma Paula Stella, do Cedac. Helena Cristina Ruiz, coordenadora pedagógica da EMEI Professora Maria Alice Pasquarelli, em São José dos Campos, a 100 quilômetros de São Paulo, usa com frequência o vídeo para fazer a formação continuada das professoras de sua escola, que ocorre duas vezes por semana, em encontros de duas horas e meia. No começo do ano, ela planeja com toda a equipe a rotina para a creche e a pré-escola. Está prevista a realização de várias rodas de leitura, brincadeiras no parque e cantos de atividades diversificadas. “Por meio da observação da sala de aula, percebi que o que propusemos inicialmente não estava funcionando na maioria das salas. O problema estava na gestão do tempo e do espaço durante os ‘cantinhos’: algumas professoras ultrapassavam o tempo estipulado – fazendo com que a maioria das crianças ficasse cansada – ou tentavam ensinar conteúdos em um momento que deve ser de livre escolha”, relata Leninha, como é conhecida na escola. Os cantinhos são organizados com jogos, livros e brinquedos e têm como objetivo estimular a autonomia dos pequenos, que devem escolher onde querem ficar.
Depois de identificar onde estava o entrave, a coordenadora pedagógica foi atrás de um bom modelo. Encontrou-o dentro da própria equipe e decidiu que seria com ele que faria a tematização da prática. “Uma das professoras era muito organizada e criativa nas propostas, sabia como encaminhar as atividades e gerir a sala de uma maneira eficiente e concordou em compartilhar a experiência com as colegas. Juntas, fizemos um planejamento combinando que gravaríamos diferentes propostas, já prevendo as possíveis intervenções que seriam feitas. Gravei meia hora só com as atividades diversificadas que ela fazia com os pequenos”, conta Leninha (leia o depoimento dela abaixo).
Bons modelos
“O vídeo foi importante para discutir com as professoras como trabalhar com os cantos temáticos. Gravei as intervenções de uma delas, que tinha um bom procedimento, para ser a base da discussão. Durante a exibição, refletimos sobre como foram feitas a organização da sala e a seleção dos materiais e a maneira de receber as crianças. Pudemos também analisar o papel das intervenções da professora. Discutimos as condições criadas para que os alunos encerrassem as atividades na hora prevista e guardassem os materiais – muitas professoras que estavam em formação tinham dificuldade nessa finalização. A observação do registro em vídeo foi útil para o grupo ter contato com um bom modelo de organização dos cantos. Outra grande lição foi que as educadoras precisavam controlar a ansiedade para não dirigir todas as situações, já que esse tipo de atividade tem como foco a autonomia das crianças.”
Helena Cristina Ruiz, coordenadora pedagógica da EMEI Professora Maria Alice Pasquarelli, de São José dos Campos (SP)
No fim: a aprendizagem
Os dois caminhos trilhados – a dupla conceitualização e a tematização da prática – se encontram no fim. Bem trilhados, levam à aprendizagem dos alunos. Ao reconhecer que os professores podem (e devem) construir continuadamante a reflexão sobre a prática e de que a base dos processos formativos são os conhecimentos didáticos que decorrem desse processo, o coordenador é capaz de fazer uso das estratégias de maneira a produzir uma escola dinâmica, independente e capaz de se adaptar constantemente às mudanças e exigências dos processos de ensino e aprendizagem.
Ser formador é oferecer a teoria e as condições para aprimorar a prática. É reunir opiniões e concepções da equipe em torno de um projeto pedagógico. É fazer com que os professores consigam ver além dos hábitos e conceitos adquiridos com a experiência e a formação inicial, por meio da sistematização do que ocorre em sala de aula. “Ao se tornar um formador, dominando as estratégias e o conhecimento didático, o coordenador assume sua responsabilidade e seu papel decisivo para a aprendizagem dos alunos”, finaliza Regina Scarpa.
Reportagem retirada da revista Nova Escola
Contribuíção da nossa Coordenadora Pedagógica Ruth Nery
quarta-feira, 24 de março de 2010
A cidade do Salvador, Bahia ,Está chegando o Aniversário da nossa Cidade !!!
Fundada em 1549 por Tomé de Souza, Salvador foi, durante mais de 200 anos, a sede do governo-geral do Brasil. É um dos centros urbanos mais antigos do Brasil. No primeiro século de existência, sua vida girou em trono da exportação do açúcar, pois as plantações de cana se haviam expandido ao longo dos rios que deságuam na baía de Todos os Santos.
A instalação do porto, naturalmente protegido do oceano por um promontório, favoreceu o desenvolvimento da cidade, graças ao comércio.
Posteriormente, desenvolveu-se na região periférica à baía a cultura do fumo, ocupando as terras impróprias para os canaviais, ao mesmo tempo que, pelo sertão, foi-se expandindo a criação de gado.
Essas atividades provocaram a intensificação das atividades portuárias e da vida urbana, e em fins do século 17 a população de Salvador já atingia 20.000 habitantes. Muitos senhores de engenho instalaram-se em Salvador, construindo belos sobrados residenciais, que deram à cidade as características que até hoje mantém, típicas do colonial brasileiro.
A descoberta do ouro e a mineração na Chapada Diamantina, no século 18, aumentou a prosperidade e determinou novo afluxo de população: em meados do século, Salvador já contava com 40.000 habitantes.
Atualmente, a região metropolitana de Salvador tem cerca de 3 milhões de habitantes.
Salvador é uma cidade cheia de magia, mistérios e encantos. Tradição e modernidade, a opressão que ainda atinge o povo negro e, ao mesmo tempo, um local onde, como nenhum outro no país, esse povo afirma seus valores, cultiva e própria auto-estima e mostra para o mundo a sua beleza. Para entender Salvador você tem que chegar de coração aberto e alegre pois a cidade e a população tem a alegria como lema. São milhares de turistas a cada ano interessados em aproveitar o calor nordestino, a descontração baiana e a rica cultura. Salvador não é uma cidade para ser conhecida da janela de um ônibus, é uma cidade para se conhecer andando, sentindo-a com seus próprios olhos, ouvidos, narinas, e sem dúvida nenhuma, suas papilas gustativas.
A cidade hoje tem cerca de 2.892.625 habitantes, e uma grande área metropolitana.
Embora tenha sido habitada pelos europeus desde 1510, a cidade de Salvador foi fundada pelos portugueses em 1549 como uma fortaleza (o que explica a posição elevada, defensiva, do seu Centro Histórico) e para ser o centro adminsitrativo do Governo-Geral do Brasil. A Cidade do São Salvador da Bahia de Todos os Santos permanceu como capital e cidade mais importante do país por mais de 200 anos. Depois da transferência da capital para o Rio de Janeiro, em 1763, manteve-se próspera como um importante porto do país e devido à riqueza advinda da economia do cacau.
À imagem de cidades portuguesas como Lisboa e o Porto, Salvador tem uma Cidade Alta, que abrigava suas áreas administrativas e religiosas, e uma Cidade Baixa, onde funcionavam o porto e os estaleiros. Nascida ainda nos moldes das cidades medievais, a área mais antiga da cidade velha, conhecida como Pelourinho, cresceu com ruas tortuosas e irregulares, enquanto a parte mais elevada, em torno do Terreiro de Jesus, tem organização mais regular, o que reflete no traçado urbano o momento histórico de transição entre idades no qual a cidade se originou.
Nos anos 1600 e 1700, com a riqueza proveniente da produção e exportação do açúcar para a Europa, surgem magníficas edificações e monumentos que ainda hoje dão a feição barroca do Centro Histórico. Dessa época datam a Catedral de Salvador, a Igreja de São Franciso de Assis, o Mosteiro de São Bento, o Convento de Santa Teresa (que hoje abriga o principal museu de arte sacra do país), prédios públicos como a Casa de Câmara e Cadeia e construções particulares, solares e sobrados.
Perdendo importância a partir do séc. XIX, o Centro Histórico voltou a destacar-se na vida de Salvador, especialmente a partir da década de 1980, quando foi reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e das atividades de revitalização realizadas nos anos 90.
Até a abolição da escravatura (13 de maio de 1888), Salvador foi um importante centro receptor de escravos, recebendo pessoas trazidas do Benin e do Sudão (enquanto no resto do Brasil predominavam os angolanos), o que proporcionou ali o desenvolvimento de uma cultura singular e a existência daquela que é, ainda hoje, a cidade com mais descendentes de africanos em todo o mundo.
Em Salvador, o que não faltará é o que se ver e se fazer. Você não pode deixar de conhecer os mais famosos pontos turísticos de Salvador, entre muitos outros, como:
1-Pelourinho - O Centro Histórico de Salvador é considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 1985 e suas ruas e praças principais vêm sendo restauradas desde o início da década de 1990. O Terreiro de Jesus, com a antiga Faculdade de Medicina, fundada por D. João VI em 1808 e a Catedral Basílica; o Convento de São Francisco, quase toda decorada com ouro; e a Fundação Casa de Jorge Amado, com painéis e documentos sobre o famoso escritor são alguns dos pontos de visitação obrigatória no Pelourinho. Do Pelourinho, pode-se caminhar pela praça da Sé e descer pelo Elevador Lacerda e pelo Plano Inclinado Gonçalves até a Cidade Baixa.
2-Elevador Lacerda - Construído no Século XIX (1872) para fazer a ligação entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa, tem 72m de altura e ainda serve como efetivo meio de transporte para milhares de pessoas, principalmente após a última restauração, em 2002. Do alto, as janelas panorâmicas permitem uma vista belíssima do bairro do Comércio e da Baía de Todos os Santos.
3-Solar do Unhão - Este casarão colonial, localizado na Av. do Contorno, é um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos da cidade. Construído à beira mar, hoje abriga o Museu de Arte Moderna da Cidade e um prestigiado restaurante de cozinha regional (com famoso show folcloríco), além de ateliês, mostras da cultura regional e projetos de arte e educação voltados para crianças pobres. Aos sábados das 18h às 21h ocorre no local o projeto JAM no MAM que é um pôr-do-sol acompanhado ao som de Jazz no estacionamento do Solar do Unhão.
4-Farol da Barra - Na verdade, a construção conhecida como "Farol da Barra" é o Forte de Santo Antônio da Barra, no qual se localiza, além do famoso farol, o Museu Náutico da Bahia, fica na entrada da Baía de Todos os Santos e é um dos principais cartões postais da Cidade.
5-Praia do Porto da Barra - Ponto de desembarque do 1° governardor geral do Brasil, e eleita uma das 3 praias mais bonitas do mundo.
6-Mercado ModeloMercado Modelo - No bairro do Comércio, compõe com o Elevador Lacerda outra das imagens mais marcantes de Salvador. Nele funciona um restaurante de frutos do mar e um centro de venda de artesanato.
7-Igreja do Bonfim - Na Cidade Baixa, a Colina Sagrada abriga a igreja mais famosa de Salvador, de onde se pode ter uma vista fenomenal da Península em que a cidade está localizada. Para os católicos, apreciadores do sincretismo religioso e devotos em geral, a visita é indispensável. No mês de Janeiro, ocorre a famosa lavagem de suas escadarias, com água de cheiro, pelas baianas, numa procissão que percorre quilômetros até chegar ao destino.
8-Forte de Mont Serrat - Também na Cidade Baixa, na Penísula de Itapagipe, não deixe de ir no Forte de Mont Serrat que tem uma das mais belas vistas da Bahia de Todos os Santos. Lugar bom para um namoro no fim de tarde. Próximo ao forte fica a Ponta de Humaitá, onde a vista é mais magnífica ainda. Caminhando um pouco, chega-se à Boa Viagem, onde fica a tradicional Igreja da Boa Viagem, e também na mesma penísula ficam o bairro da Ribeira, a bucólica praia do Bugari e a desconhecida Igreja da Penha.
9-Itapuã - Mais do que um bairro, mais do que a famosa praia, mais do que a Lagoa da Abaeté, ali localizada, Itapuã é a idéia mais bem acabada de uma Bahia mítica, paradisíaca e reconfortante, que as canções de Dorival Caymmi e, mais tarde, de Vinícius de Moraes divulgaram por todo o país. Se Itapuã, pelo menos em parte, perdeu a magia que encantou tantos artistas até a década de 1960, ainda preserva lugares que permitem a viagem no tempo, apesar da especulação imobiliária e da construção indiscriminada de condomínios residenciais de classe média, que além de destruir parte das dunas, atraiu serviços típicos da cidade grande, tirando parte de sua tranqüilidade tão característica. Apesar de tudo, vale a pena ver a estátua da sereia, comer um acarajé de Cira, passear na Praça Vinícius de Moraes e conhecer a Lagoa do Abaeté.
10-Forte de São Marcelo - Único forte circular das Américas, o F. S. Marcelo, fica localizado dentro da Baía de Todos os Santos, na Cidade Baixa, o acesso se dá exclusivamente de barco, e o barco tem saída do Terminal Marítimo, localizado atrás do Mercado Modelo. No Forte há três museus, loja de souvenirs, restaurante e uma incomparável vista da cidade de Salvador. Esse forte merece a visita, pela riquíssima história, pela localização e pela estrutura.
11-Museu de Arte Sacra - Além de um importante museu, instalado em um antigo convento e possuindo um dos maiores acervos de arte sacra do país, o M.A.S, no bairro do Sodré, próximo do Centro Cultural Banco do Brasil e da Praça Castro Alves, tem uma Igreja anexa (Santa Teresa) e um mirante.
12-Ladeira da Barra - Comece sua jornada pelo Corredor da Vitória, onde localizam-se três importantes museus baianos, o Museu Carlos Costa Pinto, o Museu Geológico e o Museu de Arte da Bahia, antes de sair da Vitória, destaque para a Igreja de Nossa Senhora da Vitória, que ao seu lado convivem um prédio modernista, uma Mc Donald's e um posto policial. Descendo a ladeira encontrará no seu caminho lojas sofisticadas, centros culturais, edifícios residenciais de classe média/alta, galerias de arte, o Yatch Clube (com restaurante), a Igreja de Santo Antônio (com sua vista fabulosa) e um trecho onde pode se observar a Baía com os barcos, vista sensacional.
13-Gabinete Real Português de Leitura - Essa construção suntuosa, localizado em plena Praça da Piedade, no centro da cidade, possuiu um vasto acervo e um interior rico. Na mesma praça, emparelham-se duas igrejas, a de 1809, de N.S. Piedade e a mais nova, de São Pedro, sendo a da Piedade, também um museu de arte sacra. Próximo ao gabinete, vale a pena dar uma passada rápida por um dos shoppings centers Lapa e Piedade, para um lanche rápido, compras ou descanso.
14-Zoológico - No Alto de Ondina, Parque Zoobotânico possui 120 espécies de mamiféros, aves e répteis, além de animais em extinção. Quando grupos, há visitas guiadas por biólogos. Saindo do Zôo, uma caminhada pelo bairro de Ondina, dá a oportunidade de observar as famosas estátuas, o Memorial Clériston Andrade, restaurantes, docerias, delis, o Campus da UFBA, clínicas, tudo num bairro bastante arborizado e agradável.
Faça :
1-Não deixe de assistir ao ensaio do Olodum: terça-feira à noite, no Largo Teresa Batista, ou no domingo à tarde no Largo do Pelourinho. 17-Visitar um dos principais cemitérios de Salvador. O Campo Santo, na Federação, carrega na sua história, batalhas e momentos cruciais para Bahia. Nele estão enterradas algumas celebridades, e o que mais vale a visita, são os túmulos, cada um uma obra de arte maior, entre o patrimônio do cemitério, destacam-se a impontente igreja e a estátua da fé, tombada pelo Iphan. Outros cemitérios históricos são o dos Ingleses, na Ladeira da Barra e o dos Alemães, em frente ao Campo Santo. Para fãs de Raul Seixas, o Jardim da Saudade, em Brotas, tem que ser visitado, o túmulo do cantor todo ano atrai milhares de fãs, além dele o Jardim da Saudade é um dos cemitérios com maior numéro de personalidades, além de ser um espaçoso e ventilado jardim, sem túmulos tradicionais...
2-Também às terças-feiras, assista a benção na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e na Igreja de São Francisco no Pelourinho.
3-No final do dia veja o pôr-do-sol em Mont-Serrat ou na Ponta do Humaitá ainda na Cidade Baixa e, no verão, no Porto da Barra.
4-O Carnaval de Salvador é um espetáculo de música e energia que atrai baianos, brasileiros e estrangeiros de todo o mundo. Os trios elétricos (gigantescos caminhões de som que levam bandas de música ao vivo) são seguidos por uma multidão de foliões, e percorrem três circuitos: Barra-Ondina (Circuito Dodô - à beira-mar, entre esses dois bairros), o tradicional circuito Avenida (Circuito Osmar), que inicia no Campo Grande e o Circuito Batatinha no Centro Histórico. Para participar dos blocos, que são limitados por cordões de isolamento e guardados por seguranças, é preciso comprar o abadá, a vestimenta que dá acesso à área restrita e começa a ser vendida vários meses antes do evento. Uma alternativa mais tranquila é assistir dos camarotes, que custam mais caro mas são mais confortáveis. Por fim, pode-se seguir os blocos por fora, na chamada pipoca - certamente a opção mais econômica (e perigosa).
5-Às segundas-feiras, há o tradicional ritual para purificação, banho de pipoca, onde mães-de-santo "lavam a alma" nas escadarias da centenária Igreja de São Lázaro, na Federação, das 06 ás 18.
6-Tome o mais tradicional sorvete da Bahia na Sorveteria da Ribeira, no homônimo e belíssimo bairro. O local bastante frequentado, inclusive por artistas locais, fica às margens de uma bela enseada e num bairro bastante agradável e tranquilo.
7-Coma um delicioso acarajé feito pela Cira, em Itapoã, aproveite para conhecer o Farol de Itapoã e a estátua de Vinícius de Morais, onde pode se sentar. No mesmo local vale a pena extender o passeio para um banho de mar nas praia de Stella Maris e do Flamengo, um passeio pela poética Lagoa do Abaeté e seu belo contraste areia/água e o Memorial da Música, ou mesmo ir ao sofisticado restaurante Mistura.
8-Curtir a noite no Rio Vermelho, cheio de bares e restaurantes boêmios, entre eles o Mercado do Peixe, o Rio Vermelho é a melhor opção para quem quer se divertir juntamente dos soteropolitanos, lugar onde a diversidade cultural é o prato-chefe. Desde restaurantes mexicanos, italianos, asiáticos até botequins, passando por café-boutiques, bares gay-friendly e pubs ingleses.
9-Andar de jardineira pela orla. A jardineira faz a rota Campo Grande/Praia do Flamengo, e passa por todas as praias atlânticas de Salvador. A tarifa custa R$2,00 e a viagem é muito agradável.
10-Ir aos domingos no Parque da Cidade, no Itaigara, onde se realiza o projeto Música no Parque, que sempre apresenta cantores de renome gratuitamente.
11-Manhã de sábado no Parque de Pituaçu, onde pode se fazer um piquinique, andar de pedalinho, pedalar 15km dentro de Mata Atlântica ou simplesmente ver obras de Mário Cravo e sentar na lagoa.
12-Perder-se no tempo e no espaço no bairro do Carmo e Santo Antônio, ambos bairros históricos, mas com menos movimento que o Pelourinho. O acesso pode ser feito pelo Pelourinho ou pela Cidade Baixa, através do Plano Inclinado Pilar. No Carmo tem a opção de almoçar por lá mesmo, em algum restaurante transado, ou no luxuoso restaurante Conventual, no Hotel Convento do Carmo.
13-Ir pra balada em Salvador é uma sensacional experiência, com boites de qualidade internacional, na cidade há um leque de opções para todos os gostos...e bolsos.
14-Fazer compras em um dos shoppings centers da cidade é perfeito para os consumistas de plantão, nada melhor que fechar um dia cheio, com compras, nos shoppings centers se encontra de tudo, de grifes famosas até artesanato.
15-Passear pelo setor financeiro de Salvador, é uma experiência excitante, com uma arquitetura diferenciada, prédios modernos e altos convivem com prédios exóticos, entre eles torres coloridas, quadriculadas e de formas inovadoras. Ir caminhando do Iguatemi até o final da Avenida Tancredo Neves pode ser uma ótima forma de conhecer a Salvador desconhecida, observar a arquitetura moderna, fazer compras, ter ótimas experiências gastronômicas e além disso sentir a atmosfera do dia-a-dia dos baianos.
16-Andar de trem, o trem que faz a rota Calçada/Paripe proporciona ao passageiro uma viagem marcada por uma vista explendorosa da Baía de Todos os Santos, nos seus 13km de viagem, o visitante tem diversas belezas, desde a grandiosa Baía até pontes e túneis centenários. Recomenda-se o cuidado ostensivo nessa viagem, redobrando a segurança e estando seguro do seu intinerário. Esse passeio é recomendado somente para pessoas independentes, a dica é sair da Calçada e ao chegar em Paripe retornar no priemiro trem voltando ou tomar um ônibus indo em direção ao centro, logo na porta da estação, evite andar pelo bairro de Paripe e também pela região da Calçada fora de horário comercial.
A instalação do porto, naturalmente protegido do oceano por um promontório, favoreceu o desenvolvimento da cidade, graças ao comércio.
Posteriormente, desenvolveu-se na região periférica à baía a cultura do fumo, ocupando as terras impróprias para os canaviais, ao mesmo tempo que, pelo sertão, foi-se expandindo a criação de gado.
Essas atividades provocaram a intensificação das atividades portuárias e da vida urbana, e em fins do século 17 a população de Salvador já atingia 20.000 habitantes. Muitos senhores de engenho instalaram-se em Salvador, construindo belos sobrados residenciais, que deram à cidade as características que até hoje mantém, típicas do colonial brasileiro.
A descoberta do ouro e a mineração na Chapada Diamantina, no século 18, aumentou a prosperidade e determinou novo afluxo de população: em meados do século, Salvador já contava com 40.000 habitantes.
Atualmente, a região metropolitana de Salvador tem cerca de 3 milhões de habitantes.
Salvador é uma cidade cheia de magia, mistérios e encantos. Tradição e modernidade, a opressão que ainda atinge o povo negro e, ao mesmo tempo, um local onde, como nenhum outro no país, esse povo afirma seus valores, cultiva e própria auto-estima e mostra para o mundo a sua beleza. Para entender Salvador você tem que chegar de coração aberto e alegre pois a cidade e a população tem a alegria como lema. São milhares de turistas a cada ano interessados em aproveitar o calor nordestino, a descontração baiana e a rica cultura. Salvador não é uma cidade para ser conhecida da janela de um ônibus, é uma cidade para se conhecer andando, sentindo-a com seus próprios olhos, ouvidos, narinas, e sem dúvida nenhuma, suas papilas gustativas. A cidade hoje tem cerca de 2.892.625 habitantes, e uma grande área metropolitana.
À imagem de cidades portuguesas como Lisboa e o Porto, Salvador tem uma Cidade Alta, que abrigava suas áreas administrativas e religiosas, e uma Cidade Baixa, onde funcionavam o porto e os estaleiros. Nascida ainda nos moldes das cidades medievais, a área mais antiga da cidade velha, conhecida como Pelourinho, cresceu com ruas tortuosas e irregulares, enquanto a parte mais elevada, em torno do Terreiro de Jesus, tem organização mais regular, o que reflete no traçado urbano o momento histórico de transição entre idades no qual a cidade se originou.
Nos anos 1600 e 1700, com a riqueza proveniente da produção e exportação do açúcar para a Europa, surgem magníficas edificações e monumentos que ainda hoje dão a feição barroca do Centro Histórico. Dessa época datam a Catedral de Salvador, a Igreja de São Franciso de Assis, o Mosteiro de São Bento, o Convento de Santa Teresa (que hoje abriga o principal museu de arte sacra do país), prédios públicos como a Casa de Câmara e Cadeia e construções particulares, solares e sobrados.
Perdendo importância a partir do séc. XIX, o Centro Histórico voltou a destacar-se na vida de Salvador, especialmente a partir da década de 1980, quando foi reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e das atividades de revitalização realizadas nos anos 90.
Até a abolição da escravatura (13 de maio de 1888), Salvador foi um importante centro receptor de escravos, recebendo pessoas trazidas do Benin e do Sudão (enquanto no resto do Brasil predominavam os angolanos), o que proporcionou ali o desenvolvimento de uma cultura singular e a existência daquela que é, ainda hoje, a cidade com mais descendentes de africanos em todo o mundo.
1-Pelourinho - O Centro Histórico de Salvador é considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 1985 e suas ruas e praças principais vêm sendo restauradas desde o início da década de 1990. O Terreiro de Jesus, com a antiga Faculdade de Medicina, fundada por D. João VI em 1808 e a Catedral Basílica; o Convento de São Francisco, quase toda decorada com ouro; e a Fundação Casa de Jorge Amado, com painéis e documentos sobre o famoso escritor são alguns dos pontos de visitação obrigatória no Pelourinho. Do Pelourinho, pode-se caminhar pela praça da Sé e descer pelo Elevador Lacerda e pelo Plano Inclinado Gonçalves até a Cidade Baixa.
2-Elevador Lacerda - Construído no Século XIX (1872) para fazer a ligação entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa, tem 72m de altura e ainda serve como efetivo meio de transporte para milhares de pessoas, principalmente após a última restauração, em 2002. Do alto, as janelas panorâmicas permitem uma vista belíssima do bairro do Comércio e da Baía de Todos os Santos.
3-Solar do Unhão - Este casarão colonial, localizado na Av. do Contorno, é um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos da cidade. Construído à beira mar, hoje abriga o Museu de Arte Moderna da Cidade e um prestigiado restaurante de cozinha regional (com famoso show folcloríco), além de ateliês, mostras da cultura regional e projetos de arte e educação voltados para crianças pobres. Aos sábados das 18h às 21h ocorre no local o projeto JAM no MAM que é um pôr-do-sol acompanhado ao som de Jazz no estacionamento do Solar do Unhão.
4-Farol da Barra - Na verdade, a construção conhecida como "Farol da Barra" é o Forte de Santo Antônio da Barra, no qual se localiza, além do famoso farol, o Museu Náutico da Bahia, fica na entrada da Baía de Todos os Santos e é um dos principais cartões postais da Cidade.
5-Praia do Porto da Barra - Ponto de desembarque do 1° governardor geral do Brasil, e eleita uma das 3 praias mais bonitas do mundo.
6-Mercado ModeloMercado Modelo - No bairro do Comércio, compõe com o Elevador Lacerda outra das imagens mais marcantes de Salvador. Nele funciona um restaurante de frutos do mar e um centro de venda de artesanato.
7-Igreja do Bonfim - Na Cidade Baixa, a Colina Sagrada abriga a igreja mais famosa de Salvador, de onde se pode ter uma vista fenomenal da Península em que a cidade está localizada. Para os católicos, apreciadores do sincretismo religioso e devotos em geral, a visita é indispensável. No mês de Janeiro, ocorre a famosa lavagem de suas escadarias, com água de cheiro, pelas baianas, numa procissão que percorre quilômetros até chegar ao destino.
8-Forte de Mont Serrat - Também na Cidade Baixa, na Penísula de Itapagipe, não deixe de ir no Forte de Mont Serrat que tem uma das mais belas vistas da Bahia de Todos os Santos. Lugar bom para um namoro no fim de tarde. Próximo ao forte fica a Ponta de Humaitá, onde a vista é mais magnífica ainda. Caminhando um pouco, chega-se à Boa Viagem, onde fica a tradicional Igreja da Boa Viagem, e também na mesma penísula ficam o bairro da Ribeira, a bucólica praia do Bugari e a desconhecida Igreja da Penha.
9-Itapuã - Mais do que um bairro, mais do que a famosa praia, mais do que a Lagoa da Abaeté, ali localizada, Itapuã é a idéia mais bem acabada de uma Bahia mítica, paradisíaca e reconfortante, que as canções de Dorival Caymmi e, mais tarde, de Vinícius de Moraes divulgaram por todo o país. Se Itapuã, pelo menos em parte, perdeu a magia que encantou tantos artistas até a década de 1960, ainda preserva lugares que permitem a viagem no tempo, apesar da especulação imobiliária e da construção indiscriminada de condomínios residenciais de classe média, que além de destruir parte das dunas, atraiu serviços típicos da cidade grande, tirando parte de sua tranqüilidade tão característica. Apesar de tudo, vale a pena ver a estátua da sereia, comer um acarajé de Cira, passear na Praça Vinícius de Moraes e conhecer a Lagoa do Abaeté.
10-Forte de São Marcelo - Único forte circular das Américas, o F. S. Marcelo, fica localizado dentro da Baía de Todos os Santos, na Cidade Baixa, o acesso se dá exclusivamente de barco, e o barco tem saída do Terminal Marítimo, localizado atrás do Mercado Modelo. No Forte há três museus, loja de souvenirs, restaurante e uma incomparável vista da cidade de Salvador. Esse forte merece a visita, pela riquíssima história, pela localização e pela estrutura.
11-Museu de Arte Sacra - Além de um importante museu, instalado em um antigo convento e possuindo um dos maiores acervos de arte sacra do país, o M.A.S, no bairro do Sodré, próximo do Centro Cultural Banco do Brasil e da Praça Castro Alves, tem uma Igreja anexa (Santa Teresa) e um mirante.
12-Ladeira da Barra - Comece sua jornada pelo Corredor da Vitória, onde localizam-se três importantes museus baianos, o Museu Carlos Costa Pinto, o Museu Geológico e o Museu de Arte da Bahia, antes de sair da Vitória, destaque para a Igreja de Nossa Senhora da Vitória, que ao seu lado convivem um prédio modernista, uma Mc Donald's e um posto policial. Descendo a ladeira encontrará no seu caminho lojas sofisticadas, centros culturais, edifícios residenciais de classe média/alta, galerias de arte, o Yatch Clube (com restaurante), a Igreja de Santo Antônio (com sua vista fabulosa) e um trecho onde pode se observar a Baía com os barcos, vista sensacional.
13-Gabinete Real Português de Leitura - Essa construção suntuosa, localizado em plena Praça da Piedade, no centro da cidade, possuiu um vasto acervo e um interior rico. Na mesma praça, emparelham-se duas igrejas, a de 1809, de N.S. Piedade e a mais nova, de São Pedro, sendo a da Piedade, também um museu de arte sacra. Próximo ao gabinete, vale a pena dar uma passada rápida por um dos shoppings centers Lapa e Piedade, para um lanche rápido, compras ou descanso.
14-Zoológico - No Alto de Ondina, Parque Zoobotânico possui 120 espécies de mamiféros, aves e répteis, além de animais em extinção. Quando grupos, há visitas guiadas por biólogos. Saindo do Zôo, uma caminhada pelo bairro de Ondina, dá a oportunidade de observar as famosas estátuas, o Memorial Clériston Andrade, restaurantes, docerias, delis, o Campus da UFBA, clínicas, tudo num bairro bastante arborizado e agradável.
Faça :
1-Não deixe de assistir ao ensaio do Olodum: terça-feira à noite, no Largo Teresa Batista, ou no domingo à tarde no Largo do Pelourinho. 17-Visitar um dos principais cemitérios de Salvador. O Campo Santo, na Federação, carrega na sua história, batalhas e momentos cruciais para Bahia. Nele estão enterradas algumas celebridades, e o que mais vale a visita, são os túmulos, cada um uma obra de arte maior, entre o patrimônio do cemitério, destacam-se a impontente igreja e a estátua da fé, tombada pelo Iphan. Outros cemitérios históricos são o dos Ingleses, na Ladeira da Barra e o dos Alemães, em frente ao Campo Santo. Para fãs de Raul Seixas, o Jardim da Saudade, em Brotas, tem que ser visitado, o túmulo do cantor todo ano atrai milhares de fãs, além dele o Jardim da Saudade é um dos cemitérios com maior numéro de personalidades, além de ser um espaçoso e ventilado jardim, sem túmulos tradicionais...
2-Também às terças-feiras, assista a benção na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e na Igreja de São Francisco no Pelourinho.
3-No final do dia veja o pôr-do-sol em Mont-Serrat ou na Ponta do Humaitá ainda na Cidade Baixa e, no verão, no Porto da Barra.
4-O Carnaval de Salvador é um espetáculo de música e energia que atrai baianos, brasileiros e estrangeiros de todo o mundo. Os trios elétricos (gigantescos caminhões de som que levam bandas de música ao vivo) são seguidos por uma multidão de foliões, e percorrem três circuitos: Barra-Ondina (Circuito Dodô - à beira-mar, entre esses dois bairros), o tradicional circuito Avenida (Circuito Osmar), que inicia no Campo Grande e o Circuito Batatinha no Centro Histórico. Para participar dos blocos, que são limitados por cordões de isolamento e guardados por seguranças, é preciso comprar o abadá, a vestimenta que dá acesso à área restrita e começa a ser vendida vários meses antes do evento. Uma alternativa mais tranquila é assistir dos camarotes, que custam mais caro mas são mais confortáveis. Por fim, pode-se seguir os blocos por fora, na chamada pipoca - certamente a opção mais econômica (e perigosa).
5-Às segundas-feiras, há o tradicional ritual para purificação, banho de pipoca, onde mães-de-santo "lavam a alma" nas escadarias da centenária Igreja de São Lázaro, na Federação, das 06 ás 18.
6-Tome o mais tradicional sorvete da Bahia na Sorveteria da Ribeira, no homônimo e belíssimo bairro. O local bastante frequentado, inclusive por artistas locais, fica às margens de uma bela enseada e num bairro bastante agradável e tranquilo.
7-Coma um delicioso acarajé feito pela Cira, em Itapoã, aproveite para conhecer o Farol de Itapoã e a estátua de Vinícius de Morais, onde pode se sentar. No mesmo local vale a pena extender o passeio para um banho de mar nas praia de Stella Maris e do Flamengo, um passeio pela poética Lagoa do Abaeté e seu belo contraste areia/água e o Memorial da Música, ou mesmo ir ao sofisticado restaurante Mistura.
8-Curtir a noite no Rio Vermelho, cheio de bares e restaurantes boêmios, entre eles o Mercado do Peixe, o Rio Vermelho é a melhor opção para quem quer se divertir juntamente dos soteropolitanos, lugar onde a diversidade cultural é o prato-chefe. Desde restaurantes mexicanos, italianos, asiáticos até botequins, passando por café-boutiques, bares gay-friendly e pubs ingleses.
9-Andar de jardineira pela orla. A jardineira faz a rota Campo Grande/Praia do Flamengo, e passa por todas as praias atlânticas de Salvador. A tarifa custa R$2,00 e a viagem é muito agradável.
10-Ir aos domingos no Parque da Cidade, no Itaigara, onde se realiza o projeto Música no Parque, que sempre apresenta cantores de renome gratuitamente.
11-Manhã de sábado no Parque de Pituaçu, onde pode se fazer um piquinique, andar de pedalinho, pedalar 15km dentro de Mata Atlântica ou simplesmente ver obras de Mário Cravo e sentar na lagoa.
12-Perder-se no tempo e no espaço no bairro do Carmo e Santo Antônio, ambos bairros históricos, mas com menos movimento que o Pelourinho. O acesso pode ser feito pelo Pelourinho ou pela Cidade Baixa, através do Plano Inclinado Pilar. No Carmo tem a opção de almoçar por lá mesmo, em algum restaurante transado, ou no luxuoso restaurante Conventual, no Hotel Convento do Carmo.
13-Ir pra balada em Salvador é uma sensacional experiência, com boites de qualidade internacional, na cidade há um leque de opções para todos os gostos...e bolsos.
14-Fazer compras em um dos shoppings centers da cidade é perfeito para os consumistas de plantão, nada melhor que fechar um dia cheio, com compras, nos shoppings centers se encontra de tudo, de grifes famosas até artesanato.
15-Passear pelo setor financeiro de Salvador, é uma experiência excitante, com uma arquitetura diferenciada, prédios modernos e altos convivem com prédios exóticos, entre eles torres coloridas, quadriculadas e de formas inovadoras. Ir caminhando do Iguatemi até o final da Avenida Tancredo Neves pode ser uma ótima forma de conhecer a Salvador desconhecida, observar a arquitetura moderna, fazer compras, ter ótimas experiências gastronômicas e além disso sentir a atmosfera do dia-a-dia dos baianos.
16-Andar de trem, o trem que faz a rota Calçada/Paripe proporciona ao passageiro uma viagem marcada por uma vista explendorosa da Baía de Todos os Santos, nos seus 13km de viagem, o visitante tem diversas belezas, desde a grandiosa Baía até pontes e túneis centenários. Recomenda-se o cuidado ostensivo nessa viagem, redobrando a segurança e estando seguro do seu intinerário. Esse passeio é recomendado somente para pessoas independentes, a dica é sair da Calçada e ao chegar em Paripe retornar no priemiro trem voltando ou tomar um ônibus indo em direção ao centro, logo na porta da estação, evite andar pelo bairro de Paripe e também pela região da Calçada fora de horário comercial.
De hoje até o dia 29 de Março , estaremos colocando no nosso Blog , algo MAIS sobre a nossa cidade!!!
Parabéns Salvador !!!!!
sexta-feira, 19 de março de 2010
Professor que falta... faz falta
Diretor e coordenador devem ter em mãos algumas soluções para combater o absenteísmo e minimizar os problemas causados por ele.
Um dos fenômenos que mais atrapalham a rotina de uma escola é a falta de um funcionário - seja ele o porteiro, a merendeira ou o responsável pela limpeza. Quando isso ocorre, geralmente há um remanejamento de funções para cobrir o buraco (e certamente a confusão se instala). Mas e o professor? O que acontece quando ele se ausenta? Confusão? Certamente. Nesses casos, não é qualquer substituição que funciona. Que processo pode ser desencadeado para que a aprendizagem da garotada não seja comprometida?
Em geral, a primeira preocupação dos gestores é com a bagunça que os alunos podem fazer: eles se espalham pela escola, invadem a quadra de esporte e a biblioteca sem que haja planejamento para o uso desses espaços e falam alto nos corredores, atrapalhando as demais aulas. Porém isso não é o mais importante. O problema é o que fazer em relação ao conteúdo que está sendo trabalhado, às atividades planejadas, às lições de casa que aguardam correção, às apresentações de trabalhos agendadas e, enfim, ao envolvimento da turma com o ensino. O que o aluno perde do ponto de vista cognitivo? Diminuirão a empolgação para estudar e o sentimento de reconhecimento do esforço em fazer as tarefas?
Algumas redes estaduais e municipais estão tentando algumas soluções administrativas - e até pecuniárias - para o problema, oferecendo abono (ou bônus) para os que comprovadamente são mais assíduos. Outras, detectando que os principais motivos de falta são doenças recorrentes e funcionais (como rouquidão, alergias e depressão), providenciam atendimento com especialistas - na própria escola ou em unidades de saúde.
Contudo, os gestores escolares também podem fazer a sua parte. Há inúmeras formas de reduzir ao máximo essas faltas - e é isso que mostra a reportagem Cadê o Professor?, da edição número 6 da revista NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR de fevereiro/março. Além de trazer orientações sobre como o gestor deve conversar com o professor que falta além do aceitável, o texto trata da responsabilidade da direção e da coordenação pedagógica na diminuição do impacto das ausências absolutamente necessárias.
Nesses casos, montar um banco de atividades com as quais os estudantes possam trabalhar em pequenos grupos, sem tutoria do professor, é uma boa solução. Para isso, a equipe docente deve ter à disposição uma espécie de arquivo com um cardápio variado (por grau de dificuldade e por disciplina) que complemente ou reforce os diversos conteúdos. Os trabalhos podem também ser conduzidos por um professor substituto, seguindo o planejamento inicial feito pelo titular. Nos dois casos, é sempre bom que a produção da turma seja avaliada e comentada por esse último na aula seguinte, valorizando assim a atuação de quem o substituiu e demonstrando com isso que o que foi realizado não foi apenas um "tapa buraco", mas está de acordo com o planejamento e os objetivos de ensino.
Outra saída é elaborar um plano de substituição para ser colocado em prática quando a ausência for comunicada com antecedência: a troca de horários com um colega de outra disciplina ou o uso do horário pelo orientador educacional para atividades que estavam aguardando um momento oportuno. Importante: tudo o que for feito deve ter significado para os alunos. Caso contrário, é melhor deixá-los no pátio.
A busca da solução para as faltas dos professores deve ser um compromisso de toda a equipe. Coordenada pelos gestores, ela deve trabalhar para que todas as atividades propostas sejam tão significativas que ninguém queira se ausentar. Pelo simples motivo de que os profissionais que ali atuam vivem com prazer cada momento do trabalho educativo.
Retirado da Revita Nova Escola nº 230 , Março 2010
"A equipe deve trabalhar para que todas as atividades propostas sejam tão significativas que ninguém queira se ausentar."
Um dos fenômenos que mais atrapalham a rotina de uma escola é a falta de um funcionário - seja ele o porteiro, a merendeira ou o responsável pela limpeza. Quando isso ocorre, geralmente há um remanejamento de funções para cobrir o buraco (e certamente a confusão se instala). Mas e o professor? O que acontece quando ele se ausenta? Confusão? Certamente. Nesses casos, não é qualquer substituição que funciona. Que processo pode ser desencadeado para que a aprendizagem da garotada não seja comprometida?
Em geral, a primeira preocupação dos gestores é com a bagunça que os alunos podem fazer: eles se espalham pela escola, invadem a quadra de esporte e a biblioteca sem que haja planejamento para o uso desses espaços e falam alto nos corredores, atrapalhando as demais aulas. Porém isso não é o mais importante. O problema é o que fazer em relação ao conteúdo que está sendo trabalhado, às atividades planejadas, às lições de casa que aguardam correção, às apresentações de trabalhos agendadas e, enfim, ao envolvimento da turma com o ensino. O que o aluno perde do ponto de vista cognitivo? Diminuirão a empolgação para estudar e o sentimento de reconhecimento do esforço em fazer as tarefas?
Algumas redes estaduais e municipais estão tentando algumas soluções administrativas - e até pecuniárias - para o problema, oferecendo abono (ou bônus) para os que comprovadamente são mais assíduos. Outras, detectando que os principais motivos de falta são doenças recorrentes e funcionais (como rouquidão, alergias e depressão), providenciam atendimento com especialistas - na própria escola ou em unidades de saúde.
Contudo, os gestores escolares também podem fazer a sua parte. Há inúmeras formas de reduzir ao máximo essas faltas - e é isso que mostra a reportagem Cadê o Professor?, da edição número 6 da revista NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR de fevereiro/março. Além de trazer orientações sobre como o gestor deve conversar com o professor que falta além do aceitável, o texto trata da responsabilidade da direção e da coordenação pedagógica na diminuição do impacto das ausências absolutamente necessárias.
Nesses casos, montar um banco de atividades com as quais os estudantes possam trabalhar em pequenos grupos, sem tutoria do professor, é uma boa solução. Para isso, a equipe docente deve ter à disposição uma espécie de arquivo com um cardápio variado (por grau de dificuldade e por disciplina) que complemente ou reforce os diversos conteúdos. Os trabalhos podem também ser conduzidos por um professor substituto, seguindo o planejamento inicial feito pelo titular. Nos dois casos, é sempre bom que a produção da turma seja avaliada e comentada por esse último na aula seguinte, valorizando assim a atuação de quem o substituiu e demonstrando com isso que o que foi realizado não foi apenas um "tapa buraco", mas está de acordo com o planejamento e os objetivos de ensino.
Outra saída é elaborar um plano de substituição para ser colocado em prática quando a ausência for comunicada com antecedência: a troca de horários com um colega de outra disciplina ou o uso do horário pelo orientador educacional para atividades que estavam aguardando um momento oportuno. Importante: tudo o que for feito deve ter significado para os alunos. Caso contrário, é melhor deixá-los no pátio.
A busca da solução para as faltas dos professores deve ser um compromisso de toda a equipe. Coordenada pelos gestores, ela deve trabalhar para que todas as atividades propostas sejam tão significativas que ninguém queira se ausentar. Pelo simples motivo de que os profissionais que ali atuam vivem com prazer cada momento do trabalho educativo.
Retirado da Revita Nova Escola nº 230 , Março 2010
Educadores contam como aprenderam com seus erros
"Sempre procurei aprender mais na escola em que lecionava e me especializei para ajudar os colegas nessa tarefa" Rosana Castilhos, 42 anos - Coordenadora - Rede municipal, Porto Alegre, RS
Professores têm a competência de verificar habilidades, testar a compreensão de conteúdos e ajudar cada estudante a reconhecer (e superar) os erros. Mas e quando o equívoco vem deles próprios? Fingir que nada ocorreu não é a melhor saída. Ao contrário: se ficar evidente que alguma atividade não deu certo em razão de uma falha pessoal, a autocrítica é fundamental para melhorar a atuação profissional.
O ideal é que essa reflexão seja vivenciada de forma madura, sem culpa ou rigor excessivos (afastando o risco de mergulhar no perfeccionismo, que paralisa a ação) e complacência extremada (resvalando na atitude de quem a todo instante diz "tudo bem, deixa para lá"). Medo ou vergonha são outros sentimentos que não cabem nessa hora. Afinal - não machuca repetir essa obviedade -, todo mundo erra. Mesmo grandes autoridades em Educação, profissionais respeitados que ocupam cargos centrais no governo, pesquisadores de Universidades influentes, formadores de professores e autores de livros que inspiram algumas de nossas melhores aulas.
Nesta reportagem, quatro grandes mestres - Lino de Macedo, Regina Scarpa, Maria do Pilar e Mário Sérgio Cortella - discutem os equívocos na atuação profissional de uma maneira bastante peculiar: contando as próprias experiências (leia os depoimentos abaixo). Alguns tropeços podem parecer familiares: falar demais e alongar a parte expositiva, despejar conteúdo sem levar em conta o ritmo dos jovens e seu universo cultural, desconsiderar as necessidades de alunos com deficiência e negar o próprio papel ao levar em conta somente os interesses das crianças.
A lista de falhas é diversa, mas a postura para avançar é a mesma: analisar o que falhou, por que e como isso ocorreu. Muitas vezes, basta o distanciamento temporal do deslize para percebê-lo. Em outras ocasiões, são as conversas com os colegas que nos trazem o alerta e, em muitos casos, o estudo e a leitura são importantes aliados para a reflexão.
"Todos nós erramos algumas vezes, ou seja, pensamos ou agimos de um modo que um dia terá, talvez, que ser revisto", afirma Lino de Macedo. Essa revisão de ideias, pensamentos e ações exige uma visão relativista do erro - isso significa ter em mente que o que não funciona em uma determinada classe, num determinado momento, pode muitas vezes dar certo em outro contexto. Confira nas páginas seguintes o relato de cada um. Com a coragem de apontar seus próprios equívocos, eles nos indicam caminhos para superar nossos desafios.
"Eu falava demais e escutava pouco."
Lino de Macedo
Professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Lecionou nas séries iniciais do Ensino Fundamental
"Comecei a dar aula com 18 anos, em 1962, numa escola de uma vila rural perto de São José do Rio Preto, a 447 quilômetros de São Paulo. Percebo que, naquela época, cometia com frequência o erro de passar tempo demais falando em sala de aula. Eu tinha uma ânsia de explicar os temas, de expô-los pela fala. Acho que diversos educadores passam por isso.
Muitos professores, e eu sou um deles, defendem que o aluno precisa ter um papel ativo, que faça atividades, que questione e participe do processo de ensino e aprendizagem. Mas, contraditoriamente, tomamos grande parte da aula para nós, deixando pouco espaço para a turma - eu, até hoje, preciso seguir atento em relação a isso. Aí mora um problema: como exigir que as crianças sejam ativas se a única coisa que elas podem fazer enquanto falamos é escutar? Gerir a participação delas é difícil: requer tempo, experiência e domínio da sala de aula.
Esse ensino verbalista, centrado na ininterrupta transmissão de informação, é um dos grandes equívocos da Educação no século 21. Seu modelo é o da mídia. Basta pegar o exemplo de um telejornal: em dois minutos, apresentam-se diversas reportagens, entrevistas e números. Reduzir o ensino a esse formato e ceder à pressão por velocidade é um erro. O processo de construção de conhecimento é baseado em muita análise e reflexão. É necessário, sobretudo, ouvir os alunos com uma escuta ativa, com interesse verdadeiro sobre o que eles querem comunicar. Algo que ainda sigo aprendendo."
"Eu negava o papel do professor."
Regina Scarpa
Coordenadora pedagógica de NOVA ESCOLA.
Foi professora de Educação Infantil.
"Atuei como professora de Educação Infantil nos anos 1980, uma época em que as concepções sobre a infância estavam sendo reconceituadas. Seguíamos muito as ideias de Jean Piaget (1896-1980) e Célestin Freinet (1886-1966), que na França destruiu o tablado que separava e elevava o professor para questionar sua autoridade e conferir um papel mais ativo aos alunos. Mas a vontade de combater a centralidade do educador era tanta que acabamos focando apenas os pequenos. Todos os relatórios de sala começavam assim: De acordo com o interesse dos alunos, fomos pesquisar os... jabutis' - ou qualquer outro tema. Na prática, era o professor quem escolhia. Afinal, numa sala com 20 ou 25 crianças, cada uma se interessa por uma coisa. Mas a intencionalidade tinha de ficar escamoteada.
Hoje, sabemos que o papel do professor deve ser exercido às claras. Se levássemos ao extremo a noção de trabalhar com o interesse infantil, somente abordaríamos o que já se sabe porque a criança gosta apenas do que conhece. Devemos também trazer temas que nós julgamos importantes. Para promover a aprendizagem, o professor deve ter um papel ativo, saber aonde quer ir e como chegar lá. Isso só ficou claro para mim durante meu mestrado, quando tomei o trabalho pedagógico como objeto de análise e reflexão. Pude entender que a época em que comecei era um momento de transformação, parte de um processo de busca de equilíbrio na relação professor/aluno.
"Eu não fazia a inclusão de verdade."
Maria do Pilar Lacerda
Secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC). Lecionou História nas séries finais do Ensino Fundamental.
"Trabalhei em sala de aula por 25 anos, de 1976 a 2001. Recordo várias experiências que, aos olhos de hoje, considero equivocadas. Um episódio marcante ocorreu quando recebi uma estudante com paralisia cerebral. Ela tinha 18 anos, mas estava cursando o equivalente ao atual 9º ano. No início, eu achava que ela estava lá só para se socializar. Um dia, porém, ela me perguntou se eu não ia olhar o caderno com o dever de casa dela. Eu achava que ela não fazia o dever e não queria constrangê-la, mas fiquei surpresa e respondi que sim, que ia olhar o caderno dela. E estava tudo feito, direitinho...
Entendi que ela não só aprendia como o fazia de forma rápida. Penso que eu tinha uma posição equivocada até por nunca antes ter trabalhado com um estudante com uma deficiência como a dela.
Foi também o estímulo para estudar o assunto. Juntamente com o grupo de professores da escola - que encarou a situação como um desafio para aprender -, eu lia sobre o ensino para alunos com deficiência.
Muita gente reclama da teoria por achar que ela não tem aplicação em sala, mas só a sensibilidade não basta. A reflexão sobre a prática me explicava como agir. A presença daquela estudante modificou não só o meu comportamento como também o da turma. A saída para o intervalo, por exemplo, se tornou muito mais organizada - a garotada tinha de ajudar a menina a sair da sala. O que era antes uma correria atropelada se tornou algo mais organizado e gentil."
"Eu não soube apresentar o conteúdo para os jovens."
Mário Sérgio Cortella
Docente do Departamento de Fundamentos da Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Lecionou Filosofia no Ensino Médio.
"Cometi muitos equívocos como docente. Eu me lembro de um, do período em que lecionava na Escola Nossa Senhora das Graças, na capital paulista, que ocorreu no Ensino Médio. Na época, eu já dava aulas de Filosofia para a graduação na PUC-SP. Acabei me baseando demais nessa experiência e não fiz um planejamento levando em conta o universo dos alunos da escola.
Comecei o curso com um passeio por A República, de Platão (428/427-348/347 a.C.). Minha ideia era questionar o sentido da existência. Mas fiz isso sem levar a uma reflexão sobre o desespero platônico nem discutir os problemas envolvidos no livro. Logo percebi minha falha. Por mais que aqueles 30 adolescentes na minha frente fossem comportados, o desinteresse ficou evidente.
O problema não era o assunto, mas a ineficiência do docente. Esqueci a lição básica de que não existe ensino sem aprendizagem. Faltou criar condições para que os alunos pudessem refletir antes de mergulhar nos textos filosóficos, trazendo questionamentos e contrapontos para provocar e preparar os jovens. Como diria Paulo Freire (1921-1997), com quem tive a honra de trabalhar por 17 anos, é preciso fazer primeiro a leitura do mundo para depois fazer a leitura da palavra. Essa e outras experiências que tive em seguida me deixaram claro que não se aprende com os erros - mas com a correção deles."
Retirado da Revita Nova Escola nª 230 , Março 2010
Avaliação Diagnóstica-Este é o 1º passo
¨A avaliação diagnóstica é imprescidível e deve ser feita comk atenção, ajudando o educador a lançar um novo olhar sobre os alunos ¨.
A necessidade e os bons usos da avaliação
Neste trecho do livro O Diálogo Entre o Ensino e a Aprendizagem, Telma Weisz fala sobre a importância de se fazer avaliação diagnóstica a cada conteúdo novo apresentado aos alunos
Telma Weisz, doutora em Psicologia da Aprendizagem e do Desenvolvimento
Quando um professor pensa que ensino e aprendizagem são duas faces de um mesmo processo, faz sentido acreditar que, ao final dele, só existam duas alternativas: o aluno aprendeu ou não aprendeu. Diferentemente disso, se ele vê a aprendizagem como uma reconstrução que o aprendiz tem de fazer dos seus esquemas interpretativos e percebe que esse processo é um pouco mais complexo do que o simples “aprendeu ou não aprendeu”, algumas questões precisam ser consideradas.
Uma delas é a necessidade de ter claro o que o aluno já sabe no momento em que lhe é apresentado um conteúdo novo, já que o conhecimento a ser construído por ele é, na verdade, uma reconstrução que se apoia no conhecimento prévio de que dispõe. O conhecimento prévio é o conjunto de ideias, representações e informações que servem de sustentação pra essa nova aprendizagem, ainda que não tenham, necessariamente, uma relação direta com o conteúdo que se quer ensinar. Como já vimos anteriormente, investigar e explorar essas ideias e representações prévias ajuda muito na hora de construir uma situação na qual o aluno terá de usar o que já sabe para aprender o que ainda não sabe.
Essa necessidade de avaliar no início do processo é característica da relação entre ensino e aprendizagem vistos numa ótica construtivista. Nela, a informação que o aluno recebeu anteriormente como ensino não define o conhecimento prévio, porque esse constitui toda a bagagem de saberes que o aluno tem, oriundos de diferentes fontes e que são pertinentes para a nova aprendizagem proposta. Portanto, ter conhecimento de quais foram os conteúdos ensinados anteriormente ao aluno não permite identificar o que ele já sabe: nem sempre ele aprende o que foi ensinado e, como o conhecimento não se organiza de forma linear, as coisas não funcionam tão simplesmente quanto “agora posso ensinar B, porque no bimestre passado já foi ensinado A”.
Tendo mapeado o conhecimento prévio dos alunos, nessa espécie de avaliação inicial, e pondo em prática as situações planejadas para levá-los a avançar, o professor passa a precisar de um outro instrumento para verificar como eles estão progredindo, já que o conhecimento não é construído igualmente, ao mesmo tempo e da mesma forma por todos. Esse instrumento é a avaliação de percurso – formativa ou processual, como muitos a chamam – feita durante o processo de aprendizagem. Ela serve para verificar se o trabalho do professor está sendo produtivo e se os alunos estão, de fato, aprendendo com as situações didáticas propostas.
Como um observador privilegiado das ações do aprendiz, o professor tem condições de avaliar o tempo todo, e é essa avaliação que lhe dá indicadores para sustentar sua intervenção. Mas isso é diferente de planejar e implementar uma atividade para avaliar.
Ao montar uma situação de avaliação, o professor precisa ter clareza sobre as diferenças que existem entre situações de aprendizagem e situações de avaliação.
Um ditado, por exemplo, pode ser uma situação de aprendizagem para alunos que ainda não escrevem convencionalmente e também uma situação de avaliação de seu conhecimento sobre a escrita. Se o objetivo é descobrir o que cada aluno sabe, quem dita é o professor, e o ditado será uma tarefa individual e que não permita ao aluno recorrer a fontes de consulta nem ao intercâmbio de informação entre colegas. No entanto, se o objetivo for a aprendizagem, todas essas restrições caem por terra. Aí até o autoditado é interessante, como nas situações em que as crianças escrevem poemas, parlendas ou canções que sabem de cor. Se o objetivo é a aprendizagem, quanto mais informação circular, melhor; quanto mais se comparem as produções individuais, melhor; em resumo, a “cola” é livre e bem-vinda. O que é um disparate de um ponto de vista empirista, que não vê sentido no intercâmbio entre “ignorantes” nem na ideia de pôr em jogo o que se sabe para avançar. Como se vê, as fronteiras são tão radicais que a ideia de “mesclar” concepções de ensino é, como já vimos, no mínimo perigosa. Mas, voltando: por que é tão importante ter claras as diferenças entre situações de aprendizagem e situações de avaliação? Porque, quando não há essa clareza, os professores acabam propondo atividades formatadas como avaliação pensando que estão ensinando. Dessa forma, não fazem nem uma coisa nem outra. Se não, qual o sentido de insistir em ditados individuais, tipo prova, diariamente, em uma classe de alfabetização, ou de solicitar redações sobre as quais não se trabalha e para as quais apenas se dá nota?
Trecho do livro O diálogo entre o ensino e a aprendizagem, Telma Weisz com Ana Sanches, 133 págs. Ed. Ática, tel. (11) 3990-1775, 36,90 reais.
1ª Ofícina para a Comissão Eleitoral

Aconteceu ontem no Auditório do Anexo II , a primeira oficina com a Comissão Eleitoral.
Muitas dúvidas foram tiradas ,os representantes de cada comissão começaram a sentir um pouco do processo Eleitoral , que acontecerá no dia 15 de Abril.
Neste encontro, tivemos a participação da nossa Técnica Djane Freitas , onde relatou a importancia da Composição da Comissão ,do pápel que ela terá no processo Eleitotral desde o momento de divulgação , como também do acompanhamento da(s) chapa(s) em suas campanhas nas Unidades Escolares.
Por sua vez a CRE vai estar realizando encontros com os Gestores, vices e com as futuras chapas para poder estar esclarecendo dúvidas e acompanhando passo a passo esse processo Eleitoral.
Que venham as Eleições de Diretor e Vice da Rede Municipal em . 2010
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